15.4.08
Chasing Pavements
1.4.08
Men´s needs
Mulher tem uma mania danada de dizer que homem é medroso. Que não assume namoro porque tem medo, que não quer casar porque tem medo, que não quer ter filho porque tem medo.
Na verdade, covarde mesmo é a mulher. A gente não tem baixa-autoestima, tem medo de rejeição. Não quer sair sozinha porque tem medo que depois o namorado saia sozinho. E isso é um perigo. Afinal, mulher não tem ciúme, tem medo de ser traída. Mulher sufoca porque tem medo de não ser amada. Mulher passa a perna em amiga pra conseguir o que quer, não porque quer, mas porque tem medo que a outra queira. Gente, tem mulher que engravida porque tem medo de perder...
Eu tenho medo de mulher.
27.3.08
Boys don't cry
Menina é o ser mais emo do universo. Nenhum cara emo é tão emo quanto a menina mais durona que existir.
Meninas se emocionam em propaganda de margarina (eu não podia com aquelas da Qually que mostravam o casal se conhecendo no mercado, conhecendo a família um do outro, ficando noivos, etc....), em filme de guerra, ouvindo a pior música pop já feita, vendo trailer no cinema.
Meninas sentem nó na garganta quando vêem criança pobre na rua, cachorro atropelado na estrada, gente com cara de desespero no jornal.
Meninas derrubam lágrimas ao ver o Brasil ganhar medalhas nas olimpíadas, seus pais pulando de alegria por causa do gol que o time fez, ou alguém fazendo um discurso de agradecimento na entrega de um prêmio.
Por falar em prêmios, meninas choram de orgulho também. Quando alguém a sua volta consegue um emprego, uma promoção, ou se forma na faculdade. Dar a notícia de noivado pras amigas é receita certa pra gritos histéricos+choro. Anúncio de gravidez, nem se fala.
Enfim, ser menina as vezes é meio desidratante. Mas é tão divertido poder fazer tudo isso e ainda ter a desculpa de "mulher é assim mesmo" que compensa a grana dos kleenex de bolso e as garrafas de água sempre ã mão.
Pensando bem, acho que é bem bom ser menina.
13.3.08
Obstacle 1
Há tempos venho tentando encontrar explicações racionais pra sensações que eu tenho. E acabo sempre meio frustrada, porque como dizia meu professor de redação do terceirão, a mensagem da transmissora aqui não chega do jeito certo ao(s) receptor(es) aí.
Ano passado eu vivi um momento incrível que esperava desde que instalaram a TV a cabo na minha casa, lá no início dos anos 90. Naquele tempo, o Eurochanel já tinha bons progamas de música. E todo fim de ano eles transmitiam algum dos festivais do verão Europeu. Naquela época já sonhava em estar lá, no meio de tanta gente que como eu, entra em transe no primeiro acorde de uma música.
Depois de todo esse tempo, uma longa e estressante viagem, e um safado no e-bay, chegou a minha hora de estar de fato ali. Chegamos na fila, debaixo de um calor carioca na Inglaterra, pegamos nossas fitinhas de entrada e mergulhamos em um gramado de gringos doidos, pratos de comida e copos de papel. Tendas se estediam a nossa frente e lá no fundo um imenso de um palco, como eu nunca tinha visto antes.
Nesse momento eu chorei. Chorei de escorrer lágrimas pelos olhos, sem conseguir evitar. Daquele jeito que não dá pra explicar como ou porque isso acontece. Eu devo de fato ter parecido uma idiota, mas era impossível não me emocionar.
E durante os 3 dias do Reading, isso se repetiu por diversas vezes. Acho que eu vou passar o resto dos tempos ouvindo as 85 mil pessoas que estavam lá cantando toda vez que o Arcade Fire tocar o "o-o-ooo-oo-o" do Wake Up no meu som. Acho que vou ligar pra sempre a imagem de um pôr do sol laranja com uma guitarra triste, quase resmungada, e a voz do Paul Banks entoando os primeiros versos de Pioneer to the Falls quase como veludo.
Foi o que aconteceu ontem, de qualquer maneira. Depois de passar 6 horas no que parecia um touro mecânico de rodas, e tomar toda a chuva, e me sentir a cada segundo mais resfriada, aquela sensação do pôr do sol voltou. Veio o frio esquisito na barriga, a tremedeira de Mal de Parkinson e o nó na garganta que me impediram mais uma vez de acompanhar uma das músicas mais bonitas de 2007.
Vejam, estou falando da minha percepção. O Via Funchal recebeu ontem um dos mais bonitos concertos que vai receber em sua história. Quatro excelentes músicos, acompanhados de um tecladista que eu não sabia que existia, fizeram um belíssimo espetáculo. E a platéia devolveu a altura, até mesmo em músicas como Hands Away e Lighthouse, que facilmente poderiam ter feito o público entrar num transe autista coletivo.
Em poucas palavras, tentando achar algum resquício de eloquência em mim, o show do Interpol ontem foi absurdo, inexplicável. Esqueça dos problemas de som que a casa apresentava, esqueça a comparação (idiota) com o Joy Division, esqueça tudo o que você já tem pré-concebido na sua cabeça. Só sinta a música. Quem sabe daí a minha mensagem chegue direito a você.
5.3.08
Today
Nessa época, saía de quarta a sexta, a entrada custava no máximo R$3 (geralmente nem pagava entrada) e bebia skol, por ser mais barata mesmo. O trajeto bar-casa/casa-bar era feito a pé, taxi era desperdício e carro luxo. O meu guarda roupa era basicamente comprado na CeA, meus almoços raramente eram mais que o x-salada da Curitiba (com muita mostarda pra ajudar a forrar o estômago), e as jantas antes da aula rolavam no Yu, aonde comprando um refrigerante era permitido comer todo o sushi que coubesse em você.
Eu era esperta nessa época. Acabava todo o mês com algum dinheiro na conta.
Ok, eu sei que hoje sou mais exigente e gosto de determinados confortos que meu salário me proporciona. Mas a questão é que eu me divertia bastante com toda essa pindura, sabe?
As vezes sinto falta de quando eu era mais simples.
1.3.08
Pressure Point
E é. Eu não entendo muito dessa história de configurações, velocidades e todos os bagulhos que vinham com ele, mas o que me convenceu de que o presente era bom de verdade foi quando meu irmão disse - "Ele tem 500 giga de memória. Você pode baixar o planeta que ele não vai ficar lotado". E vou dizer que na hora até acreditei, mas é bem fácil baixar seus primeiros 100 gigas, então ele provavelmente não estava tão certo assim.
O ser humano e sua insatisfação constante.
20.2.08
Rebellion (Lies)
De qualquer forma, a história de hoje envolvia uma espécie de soro da verdade, que resulta na honestidade estúpida dos personagens. Antes de tomarem o antídoto, Chuck pergunta pra espiã que finge ser sua namorada se eles têm futuro juntos. Ela respira fundo e diz que não, mas mais tarde admite pra um terceiro colega que foi treinada a resistir ao dito do soro.
Ocorre que isso me fez pensar um pouco. Quanto de nossas respostas são resultantes do treinamento que temos, desde crianças, a dizer aquilo que vai nos expor menos?
Durante a fase de curiosidade na pré escola, somos eventualmente castrados por professores, colegas ou pais. Resultado, aos 23 anos respondemos que não temos nenhuma dúvida pro professor da faculdade, quando na verdade não entendemos nada do que foi ministrado nas últimas horas.
A mesma coisa serve pro lado crítico da nossa personalidade. Você ganha de presente no seu aniversário de 10 anos um disco de lambada da sua amiguinha, e quando sua mãe diz, "põe pra tocar filha", você responde "mas eu não gosto disso, mãe!". Peteleco na orelha e castigo. Pelo resto de sua vida, todos os presentes de grego que você ganhar vão ser acompanhados da seguinte frase: Nossa, amei! Eu queria muito um desses!
Somos treinados a esconder nossos sentimentos românticos desde o primeiro toco que tomamos. Não abrimos nossos corações e negamos até a última gota, porque tememos aquele toco, não é mesmo? Ou agimos ao contrário, aceitando envolvimentos que lá no fundo, não deveriam chegar a esse nível, mas coitada da pessoa que vai levar o toco.
A questão é que o treinamento acontece intensivamente e há tanto tempo, que nós mesmos já não sabemos qual é a verdade. Não sabemos reconhecer qualidades, dúvidas, sentimentos. As vezes sinto que sou tão desonesta, na tentativa de fugir do fracasso e arranjar desculpas, que já não sei mais nada sobre mim. Eu gosto mesmo de pimentão, ou só disse isso pra agradar a minha mãe? O livro que eu ganhei de Natal era bom mesmo, ou meu irmão ficaria triste se eu dissesse o contrário? Eu gosto mesmo de ler, ou é uma técnica pra ressaltar minha inteligência, já que não me acho bonita?
Eventualmente, nossas mentiras se tornam nossas verdades. Meio paradoxal isso.
6.2.08
Cherry Lips
- As pessoas têm a tendência de pensar que rockeiros são do mal. Não é verdade; essa provavelmente é a única tribo em que os rapazes cantam a plenos pulmões músicas sobre travestis, remexendo-se loucamente na pista, sem olhar com cara feia os casais gays com quem dividem o espaço.
- Eu não sei quando isso aconteceu, mas as meninas andam muito saidinhas... é um tal de empurrar pro banheiro, pra parede e convidar pro bar que eu nunca tinha visto antes. Tímida e com a minha autoestima do jeito que é, vou acabar solteira mesmo...
- Coração partido, só em letra de música. A palavra de ordem parece ser trocar de namorado(a) como quem troca de roupa. Tá louco, mal dá tempo de se acostumar a chamar o falecido(a) de ex que já tem outro(a) a caminho.
- Quando a dança do maxixe voltou a moda? Perdi essa também.
- Por fim, pose todo mundo faz, mas quando ninguém supostamente está olhando, todo mundo gosta de rebolar a la Britney. It´s Britney bitch. I hate you.
28.1.08
Ambulance
Domingo a noite, não tão noite assim. É janeiro, mas isso não impede que em Curitiba esteja chovendo e com a temperatura em torno de 15 graus.
Voltando pra casa numa via de velocidade, paro em um semáforo que só fecha quando o carro de bombeiros precisa sair do quartel. A ironia é na verdade dupla: nenhum carro de bombeiro sai do quartel, e atrás de mim chega uma ambulância com a sirene ligada. Não era a primeira da fila, logo não podia arrancar, e a criatura que estava na minha frente achou que era melhor permanecer parado do que dar a vez. Do meu lado, um carro velho, dirigido por um senhor de bastante idade, não permetia que eu mudasse de pista. E assim ficamos, a ambulância, o velhinho, o medroso e eu, parados no semáfaro inútil por uns bons minutos.
Com a seta ligada, pedindo a vez pra entrar na outra pista e liberar a ambulância, acreditei que qualquer ser consciente me daria a vez. Mas não foi o que aconteceu, e eu, na minha condição de Georgia, gritei pro motorista do carro preto: "olha ambulância, moço!". Ele passou, entrei atrás e a ambulância foi embora, me permitindo voltar pra pista em que estava antes. Como a via era de alta velocidade, acelerei e alcancei os 60 km/h permitidos.
Umas 4 ou 5 quadras depois percebo que o carro escuro que não quiz me dar passagem está tentando emparelhar comigo. Peraí, ele tá me fechando, não emparelhando. Ok, ele quer me jogar pra fora da pista. Ouço uma buzina e motorista faz sinal para abaixar o vidro.
Abro a janela, os carros ainda em movimento. O babaca olha pra mim e ameaçadoramente grita:
- Tá nervosinha, é?
- Não moço (lembrando do cara que foi morto no posto de gasolina por causa de uma briga do trânsito), tava tentando sair da frente da ambulância que há algum tempo tava pedindo passagem.
- Ahhhh.... Tá bom então (e fecha a janela).
Só que o assunto não estava encerrado, e o imbecil se dignou a me seguir por mais algumas quadras, até eu ameaçar parar numa viatura do POVO que estava numa esquina.
Toda essa história me fez tremer, ficar com ódio, passar muito mal no volante. Enquanto ele me seguiu, lembrei de uma vez que estava com meu pai na mesma rua e um cara que, depois de meu pai dar a seta e pedir a vez pra ele, sacou um revólver e nos seguiu por quadras. Eu era pequena, e essa é a primeira demonstração de violência mais-do-que desnecessária de que me lembro. Na hora que parei o carro pra encontrar com a minha mãe a única coisa que eu conseguia fazer além de tremer era soluçar, não conseguia sequer explicar o que tinha acontecido.
Mas agora, com a cabeça mais fria e longe da possibilidade de levar um tiro ou ser jogada pra fora da pista, vou dizer como aquele diálogo com o filho da puta deveria ter sido:
- Tá nervosinha, é?
- Não moço... Mas o senhor viu a ambulância que tava atrás de mim? Ela tava com a sirene ligada, e passou voando logo que conseguiu. Sabe, é por isso que eles ligam a sirene... E se o senhor se sentiu incomodado por eu querer entrar na sua frente, saiba que não é nada pessoal, não. Eu sei que meu carro é bemmmmm pior que o seu, que eu sou uma motorista bemmmm pior que o senhor. Só que a gente tem que saber viver em comunidade, e mesmo que a ambulância não seja para o MEU bem, eu preciso dar a vez pra ela. E não se preocupe, prometo que nunca mais vou ferir sua masculinidade dessa forma, seu playboyzinho grisalho em crise de meia idade. Aposto que sai por aí catando as gostosonas e secretamente fantasia em ser como elas, com um machão caidinho por você. Seu porco! Você trata a sua mãe assim? Onde já se viu ficar fechando alguém, ameaçando uma menina sozinha num carro no meio da noite? Hein machão? Aposto que o carrão brilhante é pra compensar o tamanho da sua pseudogenitália. Babaca arrogante. Espero que no dia que a sua direção negligente te levar a um acidente, a ambulância do SIATE seja impedida de chegar a tempo pra salvar as suas pernas. Idiota.
Como disse um amigo outro dia, as pessoas têm um porte de arma que as permite dirigir.
7.1.08
In the morning
Mais rápido, vai! Não olha pra trás. Pega a espingarda. Vai logo, atira na cabeça que morre mais rápido. Ai, quase! De volta! Mais uma vez! Pronto, acabou.
Vou descansar nessa cabana aqui. Mas não posso dormir. Vou virar um deles. Meus olhos tão pesados, tão pesados. Melhor continuar andando.
Seguindo essa trilha vou chegar na fronteira. Os guardas vão me deixar passar. Melhor correr. Ufa.
O passaporte tá aqui moço. Não, não vou me mudar, estou só de passagem. Porque a Bélgica parece ser um lugar bacana. Não tem zumbis aqui. Não trouxe o papel do albergue. Não me lembro o nome. Pare de gritar comigo em alemão, moço! Ei, como é que eu tô entendendo? O que que é esse bip? Ai meu deus. É uma bomba dos zumbis. Ta ficando mais rápido. Ai meu deus!!!!
Suando, descabelada, sem lençol ou coberta acordo. O despertador tocando há mais de meia hora. Meu travesseiro atrás da TV. Uma das minhas meias em cima da cômoda.
Eu preciso parar de ver filmes antes de dormir.
27.12.07
Merry Happy
Eu sou o retrato da criatura resmungona, admito. Sempre vejo defeito em tudo, sempre tenho uma crítica a fazer. Não pretendo propor uma mudança, sei que isso é parte de mim e até gosto um pouco de ser assim. Mas hoje vamos fazer um exercício diferente.
2007 foi um ano incrível. Sou grata por cada segundo dele. Vi muitas coisas tristes acontecerem a minha volta, e sinto muito por todos que sofreram em decorrência delas. Mas talvez tenham sido esses eventos, somados as oportunidades que eu tive, que me façam sentir tamanha gratidão agora.
Nesses últimos dias de 2007, me sinto completa. Feliz. E cheia de esperança de que 2008 seja um pouquinho melhor ainda.
10.12.07
Chicken Pox
Minha memória esse ano me pregou várias peças. Tentei com muito esforço me lembrar de sensações, de cheiros, sons e gostos que eu sentia quando era mais nova. E senti meu chão sumir quando por um instante achei que não ia conseguir. Mas consegui.
Todas essas memórias seguem comigo em flashbacks diários. E junto com elas trago as mais recentes, que são tão preciosas quanto.
Em 2008, quero mais lembranças. E quero as antigas. E o frio na barriga, a ansiedade e a alegria que todas elas me trazem, mesmo as mais tristes. E principalmente quero as pequenas viagens no tempo e no espaço que elas me proporcionam (aprendi o que os tralfamadorenses ensinaram a Bill Pilgrim!). Como a de agora, quando me encontro numa ponte linda em Paris.
7.12.07
Streets of love
Na continuação da lista dos desejos, o mais singelo: amor.
Não romance, vejam bem. Só não quero odiar essas coisas simples que a gente fica com raiva, sabe?
Ano que vem quero não dizer odeio nenhuma vez. Talvez um “não gosto muito" aqui, um “isso não é legal” ali. Mas é a carga que vem junto com o odeio que tem me matado.
O cara te fecha no trânsito, você fica vermelho até a testa. Alguém passa na sua frente na fila do bar, pisa no seu pé na pista de dança. Demora na fila do mercado. Pega o filme que você queria ver praticamente da sua mão na estante da locadora. Coisinhas assim que me dão raiva, que me fazem dizer “odeio aquela vaca”.
Enfim, me sinto podre por dentro. E me faz mais mal perder os 15 minutos de dor de estômago que acompanham o ódio do que pensar que a existência e os atos daquele ser não fazem a menor diferença pra mim.
Assim, ano que vem, chega. Em 2008 não odiarei mais.
3.12.07
Hit me like you did the first time
Ou Lista Expositiva de Motivos Pelos Quais Devemos Admirar a Doutora Cameron.
De qualquer forma, dezembro começou e com ele surgem os desejos a serem realizados no ano que segue. Claro, como sempre vem a história do emprego novo - que eu já dei início, perder 10 quilos e encontrar alguém que goste de mim bem do jeito que eu sou. Aquelas coisas de sempre.
Mas fora isso, o que eu quero em 2008? Nas próximas postagens vamos esclarecer... E começando hoje, a número 10:
Coragem.
Explicando o subtítulo então. Pra quem não assiste House MD, a Doutora Cameron é uma médica mais ou menos da minha idade, que tem um coração de ouro e, traduzindo pobremente a expressão inglesa, bolas de aço.
Resumindo: a mulher, apesar de meiguinha, bonitinha, engraçadinha, etc., tem mais coragem que o time todo do Corintinhans no jogo de ontem. Ela teve uma queda pelo chefe. Não teve dúvida, foi lá e perguntou pra ele se ele gosta dela. Na lata ela disse – Você gosta de mim? Eu preciso saber.
Coragem...
Num outro episódio, chegou à conclusão de que, por assim dizer, não andava aproveitando muito a vida. Foi lá, roubou metanfetamina do paciente, ficou doidona e “passou a noite” com o colega gato.
Mais uma vez, coragem...
Mais pra frente, viu um paciente em estado terminal definhar, levantou no meio da noite e lhe deu uma dose maior de morfina. Depois de passar dois dias descobrindo que o tal do paciente tinha feito testes cruéis em crianças anos antes.
E por fim, quando percebeu que precisava de mudanças, chegou no chefe, entregou a carta de demissão e disse que não queria mais estar ali.
Enfim, coragem. Ano que vem quero coragem. Pra dizer que estou triste por esse ou aquele motivo, pra jogar tudo pra cima e ficar de pernas pro ar. Pra dar mais a cara pra bater, pra aproveitar mais a vida.
Coragem é um dos maiores desejos pra 2008.
30.11.07
Love Today
Tô com vontade de conversar, cantar, dançar. Alguém me tira dessa sala quente e cheia de trabalho! Finalmente eu consegui o emprego dos sonhos (apesar de saber que sempre demora pra começar) e eu não quero mais ficar aqui. Só por hoje.
E pra variar meu chefe atual me pegou dançando na cadeira.