7.2.07
24.1.07
Suffragette city
Sexta passada Curitiba viveu um temporal absurdo. Saí da aula a noite com água literalmente pela canela. E no caminho pra casa, vários carros se encontravam parados, quase boiando, com seus pisca-alertas ligados, esperando por ajuda. No sábado, uma amiga tropessou em um buraco na calçada e machucou o tornozelo.
Ontem, uma outra estorou o pneu do carro em um outro buraco, dessa vez na via mesmo.
Resumindo a ópera, Curitiba está cada dia mais largada. Vamos culpar a mesma administração que há praticamente 20 ANOS é a mesma. Ou talvez devessemos culpar o atual prefeito, por ter o mandato mais desleixado de todo esse período. Culpando quem for, a cidade continua com os defeitos estruturais de um lugar que a tanto tempo não vê ninguém novo no seu comando. Ganhar a eleição em Curitiba é fácil para os decendentes políticos da atual e duradoura gestação, e mais fácil ainda para os filhos daqueles que já foram governantes de alguma forma no estado.
O conservadorismo aqui é vergonhoso, e o apego ao passado mais ainda. Em época de eleição, continua-se usando como argumento o transporte coletivo criado há 15 anos atrás, o título de Capital Ecológica recebido há 13. A administração parou no tempo mesmo, talvez esses argumentos façam sentido então. O fato é que tantos prefeitos depois, o Jardim Botânico (símbolo da Capital Ecológica) encontra-se jogado às traças. O transporte coletivo (de primeiro mundo, como gostam de dizer por aqui) não supre mais a demanda. Se chove a cidade alaga, se não chove a cidade fede. As vias estão sucateadas, o ensino público até a quarta série está esquecido e mal existem creches.
O fato é que eu tenho vergonha, na verdade, dos meus co-habitantes. Dos que votam sem pensar e dos que pensam sem votar. Dos que não reclamam, nem cometam sobre o assunto. E mais do que tudo, dos que não enxergam todos estes problemas.
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ps. Antes que me mandem mudar de Curitiba, como acontece toda vez que falo o que penso sobre a situação da cidade, fiquem sabendo que não pretendo ir embora e que tudo o que disse vem diretamente do fato de amar morar aqui e da tristeza que me dá pensar nos problemas de um lugar potencialmente tão bonito.
15.1.07
My hero

Tô morrendo de sono hoje. Fui dormir tarde de verdade, e acordei cedo pra valer. Mas valeu à pena.
Estreou ontem no EUA a 6ª temporada de 24 horas. E foi pra lá de bacana. Graças ao TVU é possível se acompanhar desde já o mundo sendo salvo por Jack Bauer.
Numa temporada já hypada pelo número de nomeações ou Globo de Ouro (com entraga hoje, às nove pela Warner), a Fox gringa aproveitou o embalo e fez um especial de 4 horas, divido em 2 dias, começando mais um longo dia na vida do meu anti-herói preferido. 2 horas ontem, mais 2 horas hj, começando as 2 da manhã. Vou desenvolver sérias olheiras essa semana.
Mas não importa. Jack voltou de um presídio chinês, onde passou 2 anos sem falar com ninguém, desenvolveu uma barba a lá ermitão e virou meio autista, para ser entregue em troca com terroristas que estão procedendo uma série de ataques em solo americano. E o que faz dele um produto tão raro é o fato de ter torturado o irmão do terrorista chefe, anos antes.
E já começou bem. Depois de descobrir que tudo era uma farsa para encobrir os planos reais (como sempre), Kiefer Sutherland usa táticas aprendias no clássico (pelo menos da infância da minha geração)Lost Boys e escapa dos terroristas. Agora o dia vai realmente começar.

Enfim, Bauer é, na minha humilde opinião, uma dos personagens mais bem construídos na televisão americana em muito tempo. Uma alma apaixonada e cruel, que age da forma que entende melhor, sem nenhum remorço dos corpos que ficam pra trás. E o único capaz de salvar o planeta, seja de qual ameaça for,em apenas 24 horas.
Anti-heróis comandam!
4.1.07
Let´s get it on

2006 acabou e eu nem consegui escrever sobre uma porção de coisas que queria ter escrito. Deixa pra lá, outro dia escrevo.
Semana passada minha folga foi-se junto com o ano que terminou. Últimos dias antes de voltar a rachar a cabeça, trabalhar que nem uma condenada e passar calor enquanto praticamente TODOS os meus amigos estão viajando. Acabei de reler Alta Fidelidade nesse meio tempo, e inspirada por este livro, seguem meus top 5 de ano novo:
5 motivos pelos quais ano novo é uma droga:
1º - Inevitavelmente, eu NUNCA posso me livrar de trabalhar na primeira semana.
2º - O que faz com que eu tenha que voltar de qualquer lugar que eu esteja no dia 1º.
3º - O que sempre significa que eu vou pegar um ônibus LOTADO e que o cara do meu lado VAI me chutar e roncar a noite inteira.
4º - E por decorrência, vou passar o dia 02 morrendo de mau-humor.
5º - Enquanto isso, o resto do mundo está na praia, na fazenda, no Rio de Janeiro, etc, o que significa que nem sequer nos meus momentos de folga eu vou ter companhia pra relaxar.
5 resoluções que nunca vão dar certo:
1º - Não, você não vai emagrecer.
2º - Não, nesse ano você não vai conseguir ficar calma quando todo o mundo estiver de férias e você não.
3º - Não existe a menor chance de você conhecer alguém legal de fato, que goste de você bem do jeito que você é.
4º - Tampouco não existe a chance de você não se interessar por alguém que realmente não sabe que você não existe.
5º - E o pior de tudo, no fim desse ano você vai repetir a rotina de viagem rápida, festa de ano novo e ônibus lotado na volta do dia 1º de janeiro do ano que vem, como em todos os reveillons anteriores.
E não me chamem de pessimista! Esse é apenas o relato de 2006, 2005, 2004, 2003, 2002 e 2001. Basicamente de uma década, então acredito serem previsões bastante confiáveis...
16.12.06
Cheated Hearts

Acordei essa manhã me sentindo paradoxal.
Hoje esse blog faz um ano. O que me fez sentir saudosista e reler todas as postagens que por aqui passaram.
Um ano passa rápido, e nada muda. Vendo os meus textos posso afirmar isso. É como toda aquela bobagem de festa de ano novo, todas as expectativas e esperanças criadas, todas as promessas que jamais são cumpridas. Ano novo me deixa de mau humor por causa disso. No fundo no fundo você nunca vai perder o peso, arranjar o emprego novo ou se mudar da cidade como prometeu. Não que você não queira, mas 365 dias é tão pouco tempo e a gente corre tanto durante esse período que só deveríamos fazer promessas de ano novo de 3 em 3 anos. Por que na real a gente não é fisicamente capaz de rever nossas existências tão rapidamente. E acabamos traindo nossas vontades se tentarmos deixar isso de lado.
Na outra ponta, me sinto muito diferente de como me sentia na primeira postagem.
13.12.06
It´s the end of the world as we know it (and I feel fine)

Sabe aquela história do fim dos tempos? Aquela que tá no livro do apocalipse da Biblia? Aquela sobre mares de sangue? E os quatro cavaleiros e todo o resto? A grande batalha entre o bem e o mal e tal.... Eu particularmente nunca tinha lido, até por não ser a criatura mais religiosa do planeta, até ganhar um livro chamado "Belas Maldições - As belas e precisas profecias de Agnes Nutter, bruxa".
Quando abri o pacote, vindo da minha prima que mais conhece meu gosto literário, devo confessar que achei estranho. Depois, vendo um dos autores (Neil Gaiman, de Sandman) e lendo a orelha do livro entendi. E agora que acabei, posso dizer que é provavelmente a forma mais divertida de se esperar pelo fim dos tempos. E começar a procurar por sinais dele. Como por exemplo a lista de noticias mais curiosas do ano de 2006, publicada na folhaonline de hoje:
Baleia no Tâmisa

Em 20 de janeiro, os londrinos perderam sua fleuma tradicional ao descobrir uma baleia nas águas do Tâmisa. O cetáceo, parente de uma espécie de golfinho primitivo, tinha 5,85 metros e estava ferido. Morreu no dia seguinte.
Cordeiro de seis patas

Em 19 de março, na Bélgica, uma ovelha de Limburgo pariu um cordeiro com seis patas. Como o animal era incapaz de se locomover por sua própria conta e se aproximar da mãe, o criador teve de alimentá-lo com mamadeira.
Pavões com gosto eclético

A polícia britânica informou em 17 de junho que Mister P., um pavão apaixonado, passava 17 horas ao dia fazendo a corte a uma bomba de gasolina em Brierly (sudoeste da Inglaterra). Os irmãos de Mister P. também demonstraram o mesmo problema: um está louco por um gato e outro quer conquistar um semáforo.
Ovo divino

Em 13 de julho, uma galinha cazaque deixou perplexos seus donos ao pôr um ovo que na casca trazia inscrita a palavra "Alá" em árabe. Os agricultores da cidade de Stepnoi, nordeste do Cazaquistão, registraram o ovo e sua inscrição na mesquita local.
Rum assassino

Operários descobriram em 3 de maio um tonel de rum jamaicano enquanto restauravam uma casa na Hungria. Eles beberam o conteúdo de 300 litros da bebida antes de descobrirem, horrorizados, que o barril também continha o corpo mumificado de um homem nu. Uma investigação policial apontou que o corpo pertencia a um diplomata húngaro morto há 20 anos na Jamaica.
Pastor morre afogado ao tentar imitar Jesus

Um pastor da Igreja do Despertar (pentecostal) se afogou em 28 de agosto em uma praia da capital do Gabão, Libreville, quando tentava caminhar sobre as águas como fez Jesus Cristo. O religioso, de origem camaronesa, quis cruzar a foz do rio Komo, travessia que dura 20 minutos de barco, mas afundou na presença de um fotógrafo que iria imortalizar a façanha e de vários fiéis que esperavam um milagre.
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ps. reeditei e consegui por as imagens...
27.11.06
Respect

Um pouco de Aretha Franklin essa manhã.
A primeira noção que deveria ser ensinada a uma criança é a do respeito. Respeito pela opinião, pelo sentimento e pelo que é dos outros. Respeito pelos limites que cada um tem. Respeito pela inteligência de quem está à sua volta, e dos que não estão também.
Triste é saber que muita gente não tá nem aí pra nenhum desses pontos. E como é difícil respeitar essa posição.
22.11.06
Fairground

Datas são coisas fáceis de lembrar pra mim. Lembro exatamente qual foi a primeira vez que eu ouvi determinada música, o primeiro dia que eu trabalhei no tribunal. O dia do aniversário de quase todo mundo que eu conheço. O dia de um show bacana que eu assisti. O meu grande problema é lembrar das sensações.
Tem uma propaganda de cerveja por aí que fala que é no verão que a gente faz tudo o que a gente vai lembrar quando ficar velho. Essa é a questão. De duas uma, ou eu nunca fiz nada de interessante nos meus verões, ou a minha memória pra diversão é mínima. Não me recordo da sensação de estar à toa na praia, sem fazer nada, bem tranquila ou das colônias de férias no clube. Não me lembro como a gente se sente quando gosta demais de alguém. E o décimo e último período da faculdade, o que mais teve festas, churrascos e viagens, desse nem com muito esforço....
Alguém tem alguma receita pra melhorar a memória?
14.11.06
Breaking the girl

Meu Deus, minha última postagem foi há quase um mês!
Férias.... Só dormir, comer quando der muita fome e dormir de volta. Acho que sentei na frente do computador umas 4 vezes, e não me senti muito inspirada a escrever. Meu cérebro tava de férias também.
E como foi bom. Ficar sem nada pra fazer, sem prestar atenção em jornal, em televisão, em rádio. Tá que não foi tão simples assim, afinal nesse último mês tivemos eleições, shows, republicanos infelizes (yey!) e revistas novas pra ler. Mas se alguém me perguntar não me lembro de detalhes de nenhuma dessas ou de outras notícias.
Tô de volta então! Prometo regularidade daqui pra frente.
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Ps. O Tim Festival veio e foi. Não foi tudo aquilo que eu esperava. Os shows foram muito bons e tal (como poderiam não ser), mas como festival deixou a desejar.
19.10.06
Magic carpet ride

Ahhh... A pós-modernidade....
Em uma das poucas aulas que eu lembro de ter assistido de fato na pós-graduação e em uma outra na graduação, discutimos as necessidades do homem pós-moderno. Como a velocidade das informações e a facilidade com a qual as obtemos aumentam a ansiedade pelo novo criando um ciclo vicioso infernal. É quase como a aquela história de que todo sábio sabe que pouco sabe porque tem conhecimento de que poderia saber mais.
Se tem uma coisa que eu gosto é de viver nessa época de muita informação, tecnologia e novidades. Nada como descobrir um programa novo, uma banda nova, uma nova forma de interação.

Assim, como nos últimos dias tenho me encontrado em um período merecido de férias, tenho me dedicado a conhecer um pouco de coisas novas, ler alguns livros atrasados, e reviver alguns vícios que se encontravam adormecidos.
Nesses últimos dias também estreou na rede americana ABC a nova temporada do Lost.
Pra que, não é mesmo? Depois de uma avalanche de episódios da primeira e da segunda temporada (parte de reviver os vicíos que andavam meio de lado), entrei num frenesi de assistir agora, e não em março do ano que vem, os episódios a serem lançados por lá, o mais rápido que a minha pobre conexão terceiro-mundista me permitir. Muita gente baixou, mas no fim das contas é uma enrolação juntar todos que querem ver, e assim acabei sendo a última a ter acesso aos dois primeiros episódios. E como, apesar de adorar toda essa história de tecnologia, sempre acabo me perdendo na hora de fazê-la funcionar, recorri ao youtube em uma noite de desespero.
E achei. E assisti. E fiquei na ânsia por mais.
E então chegou a quarta-feira, o dia da semana que Lost estréia por lá. E de novo, teria que entrar naquela de esperar mais um tempo por uma alma caridosa que baixasse o dito episódio novo. Ou por uma outra que disponibilizasse o capítulo, divido em quatro partes no youtube.

Que nada. De tanto fuçar descobri um programa que há alguns meses tinha sido muito falado devido a um acordo de transmissão com emissoras do mundo. Você já conhece o TVU player? Da Fox à Al Jazeera, passando pelo Cartoon Network (com Futurama de fundo em quanto eu escrevo este post), é possível assistir uma variedade de programas de dar inveja à minha TV a cabo, que por sinal acredito estar fadada ao esquecimento nos próximos anos.
Bem-vindo ao incrível mundo dos Jetsons. Até que não demorou tanto assim.
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ps. se quiser baixar o TVU player, vai aqui ó: http://tvunetworks.com/
ps2. se quiser assitir ao próximo episódio do lost, quarta-feira, 1 da manhã na ABC (canal 10016 do TVU)
22.9.06
Tribunal de causas realmente pequenas

Há extamente um ano eu me tornei uma ilustríssima senhora. Comecei a minha carreira como servidora do estado.
E sabe o que é engraçado? Só depois que você começa a trabalhar na esfera pública você entende o porquê de todas as piadas e comentários maldosos feitos às custas de funcionários públicos. E o triste disso é que mesmo com todos os burocratas ignorantes que você vai encontrar pelo caminho, eventualmente pode empatar com pessoas interessantes, honestas e trabalhadoras. E são essas que só se dão mal.
É um paradigma cultural e ético na verdade. Por um lado, os rótulos já estão ali, prontos para serem usados, e por mais que você não concorde com eles, acaba por entender a motivação de quem os criou. E por outro, alguns desses rótulos são as características que podem te ajudar ir pra frente. Asqueroso pensar nisso.
Enfim, pra aqueles que se sentem ultrajados pela população, superiores e sindicatos, pela falta de aumento no salário decorrente de mera implicância do chefe do executivo com o poder judiciário do estado, pode se tornar um inferno levantar cedo e dar seu sangue nas atividades diárias. Mas depois desse ano, começo a perceber que tudo é uma questão de saber respirar fundo e se tornar dormente frente a tanta barbaridade. Como por o carro em ponto morto, sabe?

Enfim, a iniciativa privada não é a saída mais fácil também. Bom se pudessemos trabalhar como hobby, pra ocupar a cabeça e o tempo livre. Enquanto isso não é possível, fico aqui, contando pacientemente as semanas que faltam pras minhas férias.
20.9.06
Água
18.9.06
Darts of pleasure

Um dia, arte moderna me fez pirar. Algum dia eu decidi que só deveria trabalhar quando precisasse de dinheiro. Esse último sábado, um barulho na minha cabeça me deixou descontrolada.
Após a confusão gerada, como de costume, por um órgão público besta, o Motomix aconteceu. E foi incrível.
Primeiro porque o show do Art Brut provou que escrever sobre coisas cotidianas mantém o rock vagabundo, desapegado e divertido, vivo. A força dessa banda nem tão conhecida por boa parte do público segurou todos, mesmo os mais ansiosos pela atração principal da noite, hipnotizados com a força dos instrumentos e o carisma de Eddie Argos. O cara pulou, se jogou no público, deu conselhos à platéia, e se esgoelou até não poder mais.
Segundo porque o encerramento de duas turnês (vez que a banda não parou entre o primeiro e o segundo album) do Franz Ferdinand aumentou a potência de um espetáculo que já seria grande por si só. Walk Away é agora a música mais inspiradora que eu já ouvi ao vivo. Barulho e despedidas podem ser extremamente poéticas.
Enfim, ainda tô meio sem palavras, sem fôlego e exausta. Mas refeita. A quantidade de adrenalina e dopamina que correram por mim esse fim de semana devem manter meu sorriso constante por um bom tempo.

ps. foi mal, mas o raconteurs vai ficar pra próxima postagem.
ps2. ingresso do TIM na mão!!!! Mas essa fica pra outra também.
11.9.06
Blue Veins
Terça passada foi aniversário de uma pessoa cuja existência afetou e afeta o rock de uma forma única.
Não, infelizmente não estou falando de mim... Achou que era mais uma viagem egocêntrica, hã?
No dia 05 de setembro de 1946, nasceu o dono de uma das vozes mais incríveis da música contemporânea. Freddy Mercury foi batizado com um nome estranho, num país perdido num continente inusitado, e se mudou pelos motivos que geralmente acontecem nesses países que forçam seus nacionais a partir.
Todas essas informações você pode obter nos diversos programas da TV a cabo e nos cadernos culturais da semana passada. O cara é tão bom que nenhum veículo passou o dia em que faria 60 anos sem falar nele. Corre atrás que vale à pena.
E voltando à terça passada, foi aniversário também de uma criatura cujos ouvidos vêm se educando, espero, cada vez mais. E de presente ganhei um CD fantástico que volto amanhã pra contar. Tenta adivinhar aí. A pista tá no titulo dessa postagem.... Só vou dizer que muita gente queria ter um projeto paralelo como esse.
1.9.06
I write sins not tragedies

Eita! Me rendi ao emo.....hahahahahahaha, é mentira!
Ontem rolou o Video Music Awards, prêmio da MTV americana aos músicos/clipes mais bacanas do ano. Será?
A escolha dos eleitos rolou pela votação no site da emissora, e os resultados me deram medo. Não vamos falar sobre as categorias estranhas, do gênero pop, hip hop, rap, etc. Vamos falar sobre o nosso estimado rock.
Alguém me explica porque diabos, num ano com álbuns novos incríveis, clipes muito, mas muito bem elaborados, a noite de ontem foi reinada por moleques pseudo-andrógenos maquiados e chorões?
O que diabos acontece com essa geração dos anos 2000? Numa época em que é possível encontrar e baixar em milésimos de segundos centenas de bandas interessantes, boas de fato, com discos bem produzidos e clipes criativos, a grande maioria dos adolescentes só quer saber de pintar os olhos de preto e chorar?
Não quero entrar no mérito estético do movimento emo, longe de mim... Cada um que se vista e ande do jeito e com quem quiser. Tá afim montar fotolog com poses de ladinho, esticando o braço como se não tivesse nenhum amigo no mundo pra bater a foto, beleza. Mas não venha me dizer que o melhor clipe do ano é o do Panic! at the disco. E o mais triste é que a apresentadora do prêmio nesse momento fez referência ao fato de que o clipe do ano é retrato não apenas da música, mas da realidade da juventude naquele ano. Como Jeremy do Pearl Jam foi no ano em que ganhou.
AAAAAAAAAAh!!!!! Me recuso a acreditar que esse é o retrato da juventude em 2006! O que pode-se esperar daqui pra frente então??? Como pode um programa que teve como trilha o excelente "projeto paralelo" de Jack White e a participação de Lou Reed na entrega de Videoclipe de Rock presentear apenas bandas com músicas medianas e clipes plagiados?
Acho que esse ano o VMB vai ser bem mais interessante do que seu primo mais rico.
obs. Ainda sem entrar no mérito do show do YYYs em Curitiba, pra não dar azar, mas o Lúcio Ribeiro postou no site dele uma tabela dos shows desse semestre. Impressa fica bem fácil de programar. O link é esse aqui ó:
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