10.8.07

TV eye


9. The Office (versão americana)


Continuando a lista, televisão faz muito bem pra saúde, ao contrário do que é dito por aí.
Em teoria da literatura, aprendemos sobre o acordo ficcional que é feito entre autor e leitor. Em um livro bem escrito, aceitamos a história como real, mesmo que ela seja possível apenas na mente do escritor.
Acredito que esse acordo se aplique também no cinema, e consequentemente na televisão. Fãs de ficção científica aceitam a existência de ets, fantasmas e poderes paranormais no contexto do que assistem. Até hoje tenho total confiança de que a irmã do Mulder foi abduzida quando criança, por exemplo.
E isso se aplica ao drama, ao romance, à comédia e a todos os gêneros. Mas o que acontece quando esse acordo ficcional pode ser dispensado? Ao meu ver, nesse momento experimentamos uma catarse única, um alívio que só pode fazer bem pra pressão.
Pra quem vive de alguma forma o cotidiano corporativista, The Office é uma excelente forma de enxergar de fora o seu próprio dia-a-dia, e ainda conseguir ver graça em toda a estupidez que na vida real é forçado a aguentar.
Assim, o esporte preferido das minhas noites tem sido chegar em casa e assistir a pelo menos um episódio. E perceber que todo escritório tem os mesmo esteriótipos: o espertão, a quieta, a religiosa, o nerd, o cara inteligente que não merece aguentar todos os anteriores. E rir sobre isso.
Ultimamente The Office definitivamente está na minha lista dos 10 melhores jeitos de ficar feliz.

9.8.07

No cars go


Cansei de toda a negatividade que está pairando no meu ar e consequentemente no meu blog. Então, como hoje entrei na minha contagem regressiva mais definitiva, venho apresentar uma proposta diferente.
10 dias pra este blog entrar de férias e esta que voz fala traçar outro caminho, por outros lugares e outras páginas. Assim, nesses 10 dias que se seguem 10 postagens sobre 10 coisas que me fazem feliz no momento. Vou escrever sobre música, livro, cinema e por que não, programas idiotas na televisão. Pessoas, comidas, cheiros, barulhos. De tudo um pouco. Vamos começar então.


10.The Arcade Fire
Essa orquestra do rock, tão peculiar em suas misturas, é autora das letras mais lindas já compostas. Com álbuns nomeados religiosamente (Funeral, Neon Bible), órgãos, acordeões e violinos se misturam com guitarras e baixos. Soa sacro e pagão ao mesmo tempo. E enche o meu coração de uma sensação inexplicável de conforto.
As letras lindas de que falei valem de citação constantemente. Não consigo deixar de suspirar toda vez que ouço Every time you close your eyes, lies...., Between the click of the light and the start of the dream e The power's out in the heart of man.
Povo esquisito esse do Canadá, viu...
ps. Porque televisão é saudável. Amanhã, na mesma hora, na mesma url!

6.8.07

Fuck Forever


Eis a fundamentação da minha descrença no ser humano e no direito. Começa assim:
" A presente Queixa-Crime não reúne condições de prosseguir." - Até aqui tudo bem. Essa é uma frase bastante comum em decisões judiciais. É a partir dela que o Juiz passa a fundamentar a sua decisão.
"1. Não vejo nenhum ataque do querelado ao querelante.
2. Em nenhum momento o querelado apontou o querelante como homossexual.
3. (prestem bastante atenção agora) Se o tivesse rotulado homossexual, o querelante poderia optar pelos seguintes caminhos:
3A. não sendo homossexual, a imputação não o atingiria e bastaria que, também ele, o querelante, comparecesse no mesmo programa televisivo e declarasse ser heterossexual e ponto final. (?!!!!!!!?).
3B. se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omitir, ou silenciar a respeito. Nessa hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados."
Como assim, seu idiota?
Que nojo. Quanto nojo. Desprezo maior nunca senti por um ser vivente. Abandone você a sua toga, seu preconceituoso ignorante. Esse é um dos motivos pelos quais tantos sentem vergonha do poder judiciário. Fundamente legalmente sua sentença, diga que a honra é subjetiva. Guarde esse seu ódio dentro do armário, esse sim merece ficar lá.
Eu não vi a copa de 70, sequer gosto de futebol. Mas concebo muitos ídolos homossexuais, seres humanos brilhantes que passaram por esse planeta e o fizeram um lugar melhor pra pessoas como você, seu lixo.



pra quem quiser ler essa pouca vergonha que alguém teve a coragem de chamar de sentença

30.7.07

I was born to be a dancer


É engraçado ver a percepção dos outros sobre a gente.

A maioria das pessoas trata a falta de beleza como se feiura tivesse a ver com caráter. Vou dizer que depois de um tempo qualquer um leva o exterior para o interior, porque também não é fácil aguentar tanta presunção baseada em superficialidades.

Eu nunca fui muito bonita. Bom, talvez quando bebê, mas todo bebê é bonito. Mas eu era uma criança, uma adolescente feliz. Era simpática com quem eu conhecia (a feiura influencia na timidez), tinha um coração danado de bom. Não era mau-humorada nem braba, e a minha revolta era contida em pensamentos.

Conforme você cresce, passa a enxergar que pessoas mais atraentes são tratadas com mais simpatia por quem não te ama ou pelo menos não te conhece bem. E com o tempo você se fecha mais, se mantém na sua mais. E isso passa a ser lido como temperamento ruim, brabeza.

E como em todo bom círculo vicioso, isso vai se tornando verdade. Acho que todos concordam que a pergunta mais idiota, frustrante e irritante que pode ser formulada por um ser pensante é "Que cara é essa?". Na maioria das vezes, acredite, essa é a cara da pessoa mesmo.

Então, em nome de todos os feios do mundo eu peço: vamos proibir o uso dessas palavras, nessa sequência, para todo o sempre. Para a saúde de muita gente, isso terá mais efeito do que tentar reverter o aquecimento global.

25.7.07

Something wicked this way comes


Por volta de 2001, um amigo estudante de jornalismo, se aproveitando do mal humor que eu tenho pra material escolar temático, usou o meu nome em uma matéria pro jornal da faculdade falando sobre como era podre essa história toda em torno do Harry Potter. Na época achei engraçado, e em parte até concordava com ele. Já não aguentava mais entrar em qualquer biboca e dar de cara com um poster do primeiro filme. Me recusei terminantemente a todos os convites feitos pra ir ao cinema com um comentário nada publicável sobre o que eu pensava do assunto.

No ano seguinte, numa dessas sexta-feiras chuvosas, me encontrei presa no Shopping Estação, sem muito pra fazer. Essa era uma época da minha vida em que eu ia regularmente ao cinema, então a única opção inédita era o lançamento de Harry Potter e a Câmara Secreta e, cedendo a pressão dos amigos, lá fui eu. A história me ganhou nos primeiros 20 minutos. Cheguei em casa e descobri rapidamente como baixar os 4 livros já lançados e li desesperadamente. Já não tinha mais volta, queria mais e mais. Ansiava pelo lançamento dos seguintes. Procurava notícias sobre os filmes. Admito, tinha me tornado uma daquelas pessoas que realmente querem o lápis, a caneta, o caderno, a régua e tudo mais que for produzido na China relacionado ao incrível mundo que me tinha sido apresentado.

Nunca escondi aqui que sofro de um gravíssimo caso de síndrome de Peter Pan. Tão pouco o fato de que como a minha imaginação, fértil do jeito que é, me permite criar os cenários e vivenciar os acontecimentos que leio nos livros. Cada uma das batalhas, das sessões de treinamento do Dumbledore´s Army, dos verões na casa do Tio Vernon, aconteceram com tamanho realismo na minha cabeça que não sei nem como explicar.

Hoje, depois de todos esses anos indo e voltando de Hogwarts, meu caminho acabou. Mais uma vez, como quando terminei a série do Guia do Mochileiro das Galáxias, deixei amigos pra trás. Eles ficaram nos lugares, mistérios e aventuras que me divertiram tanto, que me permitiram por tão pouco tempo ser criança novamente. Não vou entrar em detalhes, não vou responder a pergunta que até sexta-feira valia 1.000.000 de libras no banco de apostas de Londres. Recomendo que cada um vá descobrir sozinho.

Enfim, o que realmente importava dizer depois de tudo isso é que, vendável ou não, mania ou não, a série de livros da JK Rowling vai ser passada aos meus filhos da mesma forma que minha mãe me passou Meu Pé de Laranja Lima ou O Menino do Dedo Verde.


Ah sim, quanto ao quinto filme, que também estreou há pouco, apesar de muita gente reclamar que o livro era incrível e mais completo e que faltou essa e aquela situação, achei o melhor de todos até agora. E além disso, tem o Gary Oldman. Ninguém mais conseguiria levar pra tela o Sirius Black da minha cabeça. Também vale a pena ir atrás.

11.7.07

Depois


São 1:43 da manhã de terça pra quarta. Pra variar, dormir é uma tarefa difícil.

Dormir sempre foi assim pra mim. Minha mãe me conta que quando eu era um bebê, meu pai me deitava no seu peito e cantava na tentativa sempre frustrada de me fazer pegar sono. Aliás, uma das minhas primeiras lembranças musicais é meu pai me cantando Ela é minha menina, e eu sou o menino dela. Reza a lenda que minutos depois a Dona Nadja entrava no quarto e lá estava eu, feliz da vida, acordadíssima, enquanto Seu Henrique já babava.

Já tentei diversas táticas. Já li, ouvi música, contei carneiros (de verdade, no canal do gado), tomei chá de camomila, conversei comigo mesma. Nada.

Mas nessas conversas completamente autistas, coisas acontecem. Por exemplo a de hoje, durante a qual descobri que eu tenho extamente 40 dias pra arranjar uma mochila gigante, um bloco de anotações, comprar meias novas e ler os guias que me foram emprestados. Juntar todos os documentos. Fazer lista de encomendas. Encaminhar a carterinha de estudante. Separar as roupas. Confirmar os últimos trajetos. Reservar os últimos pousos. Descobrir aonde foi parar o saco de dormir (pra quê mesmo?). E se os controladores de vôo me permitirem, finalmente atravessar o oceano.

E é assim que eu pego no sono.

6.7.07

Across the Universe


Talvez o título devesse ser Friday I´m in love. Afinal é sexta, e hoje está um daqueles dias curitibanos de céu azul, temperatura amena, lindos de morrer.
Acordei atrasada, tive um sonho nervoso, mal tomei café. Tinha tudo pra ser uma manhã ruim, e consequentemente, um dia horrível.
Vim trabalhar e todas as músicas que tocaram no trajeto tinham ao menos uma frase que me fizesse sentir feliz. Do título, à primeira sentença, sem esquecer do vício do mês (Lily Allen, que por sinal é muito divertida) cantarolando sun is in the sky, oh why, oh why would I wanna be anywhere else? e esquecendo o costumeiro mau humor.

Vai ser um dia bom.
ps. roubei essa foto de um flirck e numa dessas coicidências vi que conhecia o fotógrafo. Então, créditos da foto Mathieu Struck, que eu nem sabia que tinha um olho bom pra fotos.

5.7.07

Nag nag nag nag


Momento mais menininha desse blog. Saiu no globo.com hoje:
"Jack Bauer devora sanduíche no Copa
Jack Bauer, da série "24 horas", está no Brasil. A segurança do Pan está garantida. O ator Kiefer Sutherland chegou ao Rio ontem e esta foi a primeira refeição do ator, no Copacabana Palace, onde está hospedado. Ele devorou um sanduba. Kiefer está no Rio para a festa da Citroen, hoje à noite, no Vivo Rio. Ele ainda grava um comercial para a montadora de automóveis."
Por que não gravar em Curitiba? Menores custos de produção, menos violência e, sobretudo, eu!!!

24.6.07

Days like this keep me warm




Eu gosto de domingos.

Tem dias que são piores que domingo. Domingos são estranhos, mas não são ruins. Eles são cheios de expectativas e ansiedade pelo que vem na próxima semana. De tristeza por que o próximo sábado está longe. De cansaço pelas noitadas anteriores.

Dias ruins acontecem durante a semana mesmo. Quando todo o trabalho que se tem pra cumprir é muito mais demorado que o tempo que se tem pra resolvê-lo, e tudo que se quer é ficar quietinha, com as músicas que saem de seu fone de ouvido te levando para momentos (não necessariamente lugares) melhores que aquele que se está vivendo.

Domingos são confortáveis. Dia de pijama e de fuçar na vida alheia pela internet. De baixar todas as músicas que você precisava ouvir durante a semana. De ver pela décima vez a reprise daquele episódio de CSI.

Eu gosto mesmo é de domingos.

18.6.07

Dakota



Tenho visto muitas fotos antigas. Lido muitas cartas. Coisas que foram ditas, formas como foram vistas. Tudo tinha cor, e vontade, e cheiro e gosto. Aquelas pessoas estavam ali e viveram de verdade aquilo. De alguma forma nos perdemos.
Tantas partes de mim foram levadas para outros lugares que me sinto transparente agora.

10.5.07

Substitute for love


Tudo começou quando E.G. tinha 11 anos. Ela aprendeu na escola que alguns seres vivos tinham pseudópodes. Não eram exatamente pés, mas cumpriam bem a função. A professora explicou que pseudópodes era uma palavra que podia ser divida em duas, e a segunda parte podes queria dizer pés.

Encafifada com o significado do prefixo, E.G. começou a reparar que à sua volta ela tinha diversos exemplos de sua utilização. Nela mesma encontrava alguns. Era pseudotalentosa porque fazia artes e música; estudava em um colégio pseudobom, vez que era pseudointeligente porque tirava boas notas e mal abria o caderno. Tinha pseudoamigos, que no fundo não ligavam muito para o que ela falava.

E assim E.G. cresceu. Passou para o segundo grau, onde seu pseudointeresse por cinema e literatura a tornaram pseudointelectual, e seu pseudoconhecimento sobre política fez com que passasse por uma fase pseudosocialista. Na faculdade teve um pseudonamorado. Tinha uma relação extremamente passional com seus pseudoirmãos, e quando uma de suas pseudoirmãs engravidou, comprou uma lembrancinha para seu futuro pseudosobrinho.

Trabalhou anos em diferentes pseudoempregos. Nunca arranjou alguém que a amasse de verdade, logo, não casou e não teve filhos. Aos 42 adotou um pseudofilho para preencher o vazio. E continou assim, com substitutos até aos 82 anos, quando veio a falecer em decorrência de uma pseudoverdose de rémedios para dormir.

3.5.07

8 easy steps


Lista de coisas que me incomodam demais em mim:

5 - ter personalidade. Esse era um fator do qual me orgulhava, mas que ultimamente tem sido tão questionado pelo mundo ao meu redor que provavelmente é melhor eu ficar sem. E o fato do resto das pessoas estarem me incomodando tanto ultimante já demonstra que a força com que eu me sentia única já está mostrando sinais de cansaço.

4 - ter opinião formada sobre uma gigantesca gama de assuntos. Odeio, tem pavor, não quero mais. Outra característica que achava bem bacana, mas que com o passar dos anos tem se tornado cada dia mais complicada de se manter. É difícil ter paciência e força de vontade pra dar a sua opinião quando os outros não se importam muito com ela. Quando eu era mais nova era mais fácil.

3. ser competente no que eu faço. Não importa se é arrumando a casa, corrigindo uma prova ou fazendo um ofício, eu quero sempre pôr o máximo das minhas energias no trabalho que estou completando. Resultado: sempre acabo perdendo pra alguma criatura que não está nem aí pra profissionalismo. Essas pessoas que chegam atrasadas, fazem tudo bem mais ou menos e vão embora mais cedo. Nunca estão estressadas, nunca estão anciosas por um bom resultado, e por não levarem a sério nada além da roupa que estão vestindo sempre são consideradas mais simpáticas que você.

2. ser inteligente, ou pelo menos ter estudado bastante na vida. Sério, pra quê? Devia ter passado mais tempo matando aula.

1. perder meu tempo tentando descobrir o lado bom de pessoas que, geralmente, não têm um. Essa é a pior das minhas características. Vai ser a primeira a cair também. Chega de achar que apesar daquela pessoa parecer fútil, lá no fundo ela tem um bom coração. Não tem. Chega de pensar que o outro errou porque não teve oportunidade de aprender. Teve preguiça mesmo. Chega de acreditar que não foi por mal. Foi pura maldade.

13.4.07

Violet

When they get what they want they never want it again - curto conto sobre vampiros, lobisomens e outras criaturas que aparecem nas sextas-feiras 13.






Só falta a lua cheia hoje para o dia ser um dos mais sombrios já vistos. E já começam a aparecer os primeiros sinais de um dia amaldiçoado pelo seu número.
And the sky was made of amethyst - And all the stars looked just like little fish - You should learn when to go - You should learn how to say no!
Vampiros são os mais rápidos. E na pós-modernidade, com toda a tecnologia disponível, se disfarçam e enfrentam a luz do dia. Não só isso! Ocupam diversas posições de destaque da sociedade e se sustentam do sangue daqueles que podem menos. Secam-nos até ficarmos quase como cascas vazias, mas deixam um restinho pra que a recuperação acontença rapidamente e eles possam mais uma vez nos sugar. Para o resto da eternidade.

And the sky was all violet - I want it again but violent, more violent - And I'm the one with no soul - One above and one below

Em seguida surgem os Lobisomens. Cheios de força, descarregam o fato de passarem vinte e uma noites esperando sua temporada de caça na primeira presa que der o azar de cruzar caminho com um deles. Surgem em formas femininas também e essas, mais astutas, destroem com mais vontade. E apesar de não ocuparem uma posição tão alta na pirâmide, batem nas mesas, distribuem bofetões e grunhem com todas as forças. Por sorte sua presença cíclica se finda com uma bala de prata, que pode ser produzida com certa facilidade dependendo do grau de empenho da presa/caçador.

And I told you from the start just how it would end - When I get what I want, well, I never want it again

Quando o relógio chega próximo do fim de tal data, pode-se enxergar ao longe a movimentação manca dos zumbis. Não são tão maus assim. Eles gemem, se arrastam e só querem seu cérebro. Ou o que vem de dentro dele. E como morto vivos não são grande coisa na verdade. Não é como se eles tivessem como exercer seus poderes sobre você, e lá no fundo são até mais fracos que a maioria das pessoas. O que estraga a convivência pacífica entre seres humanos e zumbis é a questão toda do cérebro, porque convenhamos, pode ser bem cansativo alguém passar o tempo todo tentando sugar o que há dentro da sua caixola.

It's my line, oh no, you're mine - In my life, you're mine, you're mine - My life, it's sensual, it's habitual, an addiction

Chegamos então à mais vil de todas as criaturas. A bruxa. Ooo sujeitinha desagradável... A bruxa tem um livro de feitiços preparado só pra te incomodar. Se acha esperta por causa disso. Dentro do livro, uma porção de magias para fazer com que homens virem ratos na sua presença. Se acha sensual por causa disso. Suas maldições não têem grandes e duradouros efeitos, mas vão te dar um bocado de dor de cabeça. E a pior parte é que ela, como o vampiro, sobrevive legal em condições normais e datas cotidianas. Provalvemente você não conheça uma, mas várias. E é difícil se livrar dessa desgraça.

Might last a day, yeah - Minus forever

Assim, quando for sair de casa hoje, se cubra de amuletos, cruzes, água benta, tome um banho de sal grosso e boa sorte! E tente perceber como essas criaturas estão soltas por aí, bem mais do que a gente imagina.

12.4.07

Ode aos ratos

Postagem curta porque faz tempo que não escrevo mas o tempo anda curto então é assim mesmo. Nas úlimas três semanas meu trabalho duplicou de volume, apareceram mil projetos e cinco mil livros pra faculdade e pra terminar encontrei com um vírus danado que me desmontou. Tudo isso mais algumas proibições idiotas no trabalho. Devo dizer que tá tenso.
Enfim, coisas boas aconteceram também nesse meio de tempo. Depois de enfrentar essa fila aí de cima finalmente chegou o dia do show do Chico, tão esperado (principalmente pela minha mãe).
Foi incrível. Se tem um compositor que tem noção do que é o Brasil e sabe como transpor perfeitamente pra linguagem musical é ele. O cara é bom. Tão bom que nem sei explicar. Foi lindo, daqueles lindos que dá vontade constante de chorar. E a Dona Nadja, lá do primeiro balcão parecia uma menina de 16 anos vendo os Beatles ao vivo.
Como disse antes postagem curta, diretamente proporcional ao tempo.
ps. 50ª postagem hoje!

21.3.07

Tear you apart


A pior coisa do mundo é descobrir que a dor de outra pessoa faz bem a você.
Me pergunto quando eu vou saber lidar com isso sem me sentir culpada, e me assusto quando percebo que na real, já sei.