25.9.07

No I in threesome

Saudade é uma criatura complicada. Você mata e ela volta com um outro alvo.
Tô escrevendo pra dizer que tô com saudades. Que a da semana passada já passou e que a dessa semana é outra. Mas dá um apertozinho igual no coração.
Engraçado é que saudades ultimamente têm me feito sorrir.

20.8.07

Rec & Play


2 e 1. Os preparativos da viagem.

Podre, com muito sono. Tô muito próximo de me deitar sobre o teclado.
Pra quem não sabe, a partir de amanhã estou oficialmente de férias. Este blog também. Durante 32 dias vou contar o tempo de uma forma diferente, pra ver se ele demora a passar. Vou contar o meu dinheiro de uma forma diferente, pra não ficar tão preocupada com as contas que ficam aqui pra pagar. Vou contar a minha história de uma forma diferente, pra enxergar os novos lugares com gosto de contos novos.

Pra acompanhar, ctrl c + ctrl v aqui ó:

E nos encontramos nesse endereço no fim de setembro!!!

17.8.07

Sleep to dream

3. Minha Cama

Por causa dela, ontem não tive forças pra postar. Então hoje seguem duas postagens, uma pela manhã, outra mais pro fim do dia.
Há umas 2 semanas ganhei uma cama nova. Imensa, nela cabem eu e mais um pequeno exército. Junto com o meu travesseiro, uma fronha rosa (que deixa meu travesseiro mais gostoso ainda), um lençol amarelo, um sobre-lençol pesado de flor e meu edredon vermelho, minha cama tem sido o melhor lugar do universo. Vou sentir falta dela nas próximas 5 semanas.
Esse berço novo além de espaçoso é bem alto. Me sinto como a princesa da história da princesa e da ervilha. Será que eu também sou boa o suficiente pra ficar com o príncipe?

15.8.07

Everything's Just Wonderful


4. Lily Allen

Não ela, mas as músicas dela. Se bem que ela também.
Vozinha doce, melodias fofas, letras ácidas. Essa menina de voz bonitinha, nas palavras da minha mãe, tem sido a dona da trilha sonora no meu ipobre nas últimas semanas. No começo, antes de ouvir o que ela faz, tinha preguiça só de pensar. Mas taí um dos exemplos de coisas que eu tenho que esquecer o preconceito e assumir que me divirto.
Enfim, pra hora do rush, uma das melhores companhias.

14.8.07

Drive my car


5. Meu Carro

Ele é vermelho. Ele é meu. Será meu na verdade, daqui 4 prestações.
Foi um marco na minha vida, um rito de passagem adquirí-lo. Me senti realmente adulta, senti que toda a dor de cabeça que eu tinha com o trabalho tinha um objetivo.
Dentro do meu carro tenho um espaço que não tenho em mais nenhum lugar. Naqueles minúsculos centímetros quadrados ninguém pode mandar, a não ser eu mesma. Ele vai pra onde eu quero, na hora que eu quero. E tem um cheirinho delicioso de clip on da bom ar. O rádio toca coisas que eu gosto de ouvir.
Pensando bem, passo mais tempo consciente dentro do carro do que do quarto. E talvez por isso tenho mais carinho por ele do que por qualquer outro objeto.

13.8.07

My generation


6. Os anos 90

Essa foi a postagem mais difícil de nomear. Como separar uma única música de toda uma década incrível? Tomei o caminho fácil e optei por uma de outra época.
Fico com medo de citar nome e me esquecer de filmes, álbuns. Os anos 90 foram absurdos. Tem um lado meio saudosista na minha visão, mas vamos relembrar alguns pontos:
1. Nintendo;
2. Pra poder jogar Nemo e Super Mario Bros 3;
3. Olimpíadas de Barcelona (na real acho que só pra mim isso representa alguma coisa...);
4. Camisas de flanela, vestidos baby doll com botas;
5. E é claro, as bandas de Seattle e Vida de Solteiro;
6. Quanto mais idiota melhor, Austin Powers e todos os filmes do Mike Myers;
7. TV a cabo!!!!!
8. O que me leva a Arquivo X, Friends, Er;
9. Pulp Fiction, Trainspotting, Suburbia (Só em 96);
10. Mais fácil: cinema diferente ficando cada vez mais fácil de se achar;
11. Britpop (Parklife, Pablo Honey, Definitly Maybe);
12. Antes do amanhacer, Amor Louco, 10 coisas que eu odeio em você;
13. Kit Kat;
14. Pânico, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado e todos os outros que brotaram deles;
15. Corra Lola Corra, Clube da Luta, Matrix e Go!(Só em 99);
16. Música eletrônica que não te deixa louca;
17. Bazares onde se podiam comprar 20 pulseiras de silicone que brilhavam no escuro por R$ 1,50 e muitas coisas com estampa de Et's;
18. Tudo isso num tempo em que adolescentes não tinham celulares ou acesso à internet - e talvez por isso seja uma época tão romântica pra mim.

Ainda podia achar mais algumas outras coisas que me fariam ficar o resto da noite escrevendo. Entendam, não estou aqui exaltando esta década, querendo dizer que os anos 80 foram bregas ou que os 00 não prestam. Mas os anos 90 comandaram.
advinha quem eu sou?

12.8.07

Just like honey


7. Trident Azul

Postagem com cara de comercial.
Nada é mais gostoso que Trident Azul. Claro, existem outros sabores que são bem gostosos também (até aquele que tem gosto de gelol não é tão ruim assim), porque Trident é bom. Mas o azul é incrível!
Você tá trabalhando, são 4 da tarde e o único lanche que tem é iogurte de ameixa. Você tá no bar, acabou seu dinheiro e sua boca está amarga. Você está de regime, só toma sopa e come fruta e tudo que quer é mastigar. Você vai ao banco, a fila está enorme e você não tem nada pra passar o tempo. Em qualquer um desses casos, não existe nada melhor do que ter um pacotinho de Trident Azul no bolso.
Mesmo que seja pra ir até a banquinha buscar mais chiclete, eu não saio de casa sem meu suprimento.

11.8.07

Fight for your right


8. Noite de sexta-feira
Não existe melhor hora na história da humanidade do que o fim do expediente de sexta. Milhares passam a vida esperando por aquele momento de desligar o computador e esquecer todas as preocupações que ocuparam a semana.
A rotina aula - pizza - sair me faz um bem danado. É praticamente um ritual sagrado. E eu não troco por nada nesse mundo.

10.8.07

TV eye


9. The Office (versão americana)


Continuando a lista, televisão faz muito bem pra saúde, ao contrário do que é dito por aí.
Em teoria da literatura, aprendemos sobre o acordo ficcional que é feito entre autor e leitor. Em um livro bem escrito, aceitamos a história como real, mesmo que ela seja possível apenas na mente do escritor.
Acredito que esse acordo se aplique também no cinema, e consequentemente na televisão. Fãs de ficção científica aceitam a existência de ets, fantasmas e poderes paranormais no contexto do que assistem. Até hoje tenho total confiança de que a irmã do Mulder foi abduzida quando criança, por exemplo.
E isso se aplica ao drama, ao romance, à comédia e a todos os gêneros. Mas o que acontece quando esse acordo ficcional pode ser dispensado? Ao meu ver, nesse momento experimentamos uma catarse única, um alívio que só pode fazer bem pra pressão.
Pra quem vive de alguma forma o cotidiano corporativista, The Office é uma excelente forma de enxergar de fora o seu próprio dia-a-dia, e ainda conseguir ver graça em toda a estupidez que na vida real é forçado a aguentar.
Assim, o esporte preferido das minhas noites tem sido chegar em casa e assistir a pelo menos um episódio. E perceber que todo escritório tem os mesmo esteriótipos: o espertão, a quieta, a religiosa, o nerd, o cara inteligente que não merece aguentar todos os anteriores. E rir sobre isso.
Ultimamente The Office definitivamente está na minha lista dos 10 melhores jeitos de ficar feliz.

9.8.07

No cars go


Cansei de toda a negatividade que está pairando no meu ar e consequentemente no meu blog. Então, como hoje entrei na minha contagem regressiva mais definitiva, venho apresentar uma proposta diferente.
10 dias pra este blog entrar de férias e esta que voz fala traçar outro caminho, por outros lugares e outras páginas. Assim, nesses 10 dias que se seguem 10 postagens sobre 10 coisas que me fazem feliz no momento. Vou escrever sobre música, livro, cinema e por que não, programas idiotas na televisão. Pessoas, comidas, cheiros, barulhos. De tudo um pouco. Vamos começar então.


10.The Arcade Fire
Essa orquestra do rock, tão peculiar em suas misturas, é autora das letras mais lindas já compostas. Com álbuns nomeados religiosamente (Funeral, Neon Bible), órgãos, acordeões e violinos se misturam com guitarras e baixos. Soa sacro e pagão ao mesmo tempo. E enche o meu coração de uma sensação inexplicável de conforto.
As letras lindas de que falei valem de citação constantemente. Não consigo deixar de suspirar toda vez que ouço Every time you close your eyes, lies...., Between the click of the light and the start of the dream e The power's out in the heart of man.
Povo esquisito esse do Canadá, viu...
ps. Porque televisão é saudável. Amanhã, na mesma hora, na mesma url!

6.8.07

Fuck Forever


Eis a fundamentação da minha descrença no ser humano e no direito. Começa assim:
" A presente Queixa-Crime não reúne condições de prosseguir." - Até aqui tudo bem. Essa é uma frase bastante comum em decisões judiciais. É a partir dela que o Juiz passa a fundamentar a sua decisão.
"1. Não vejo nenhum ataque do querelado ao querelante.
2. Em nenhum momento o querelado apontou o querelante como homossexual.
3. (prestem bastante atenção agora) Se o tivesse rotulado homossexual, o querelante poderia optar pelos seguintes caminhos:
3A. não sendo homossexual, a imputação não o atingiria e bastaria que, também ele, o querelante, comparecesse no mesmo programa televisivo e declarasse ser heterossexual e ponto final. (?!!!!!!!?).
3B. se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omitir, ou silenciar a respeito. Nessa hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados."
Como assim, seu idiota?
Que nojo. Quanto nojo. Desprezo maior nunca senti por um ser vivente. Abandone você a sua toga, seu preconceituoso ignorante. Esse é um dos motivos pelos quais tantos sentem vergonha do poder judiciário. Fundamente legalmente sua sentença, diga que a honra é subjetiva. Guarde esse seu ódio dentro do armário, esse sim merece ficar lá.
Eu não vi a copa de 70, sequer gosto de futebol. Mas concebo muitos ídolos homossexuais, seres humanos brilhantes que passaram por esse planeta e o fizeram um lugar melhor pra pessoas como você, seu lixo.



pra quem quiser ler essa pouca vergonha que alguém teve a coragem de chamar de sentença

30.7.07

I was born to be a dancer


É engraçado ver a percepção dos outros sobre a gente.

A maioria das pessoas trata a falta de beleza como se feiura tivesse a ver com caráter. Vou dizer que depois de um tempo qualquer um leva o exterior para o interior, porque também não é fácil aguentar tanta presunção baseada em superficialidades.

Eu nunca fui muito bonita. Bom, talvez quando bebê, mas todo bebê é bonito. Mas eu era uma criança, uma adolescente feliz. Era simpática com quem eu conhecia (a feiura influencia na timidez), tinha um coração danado de bom. Não era mau-humorada nem braba, e a minha revolta era contida em pensamentos.

Conforme você cresce, passa a enxergar que pessoas mais atraentes são tratadas com mais simpatia por quem não te ama ou pelo menos não te conhece bem. E com o tempo você se fecha mais, se mantém na sua mais. E isso passa a ser lido como temperamento ruim, brabeza.

E como em todo bom círculo vicioso, isso vai se tornando verdade. Acho que todos concordam que a pergunta mais idiota, frustrante e irritante que pode ser formulada por um ser pensante é "Que cara é essa?". Na maioria das vezes, acredite, essa é a cara da pessoa mesmo.

Então, em nome de todos os feios do mundo eu peço: vamos proibir o uso dessas palavras, nessa sequência, para todo o sempre. Para a saúde de muita gente, isso terá mais efeito do que tentar reverter o aquecimento global.

25.7.07

Something wicked this way comes


Por volta de 2001, um amigo estudante de jornalismo, se aproveitando do mal humor que eu tenho pra material escolar temático, usou o meu nome em uma matéria pro jornal da faculdade falando sobre como era podre essa história toda em torno do Harry Potter. Na época achei engraçado, e em parte até concordava com ele. Já não aguentava mais entrar em qualquer biboca e dar de cara com um poster do primeiro filme. Me recusei terminantemente a todos os convites feitos pra ir ao cinema com um comentário nada publicável sobre o que eu pensava do assunto.

No ano seguinte, numa dessas sexta-feiras chuvosas, me encontrei presa no Shopping Estação, sem muito pra fazer. Essa era uma época da minha vida em que eu ia regularmente ao cinema, então a única opção inédita era o lançamento de Harry Potter e a Câmara Secreta e, cedendo a pressão dos amigos, lá fui eu. A história me ganhou nos primeiros 20 minutos. Cheguei em casa e descobri rapidamente como baixar os 4 livros já lançados e li desesperadamente. Já não tinha mais volta, queria mais e mais. Ansiava pelo lançamento dos seguintes. Procurava notícias sobre os filmes. Admito, tinha me tornado uma daquelas pessoas que realmente querem o lápis, a caneta, o caderno, a régua e tudo mais que for produzido na China relacionado ao incrível mundo que me tinha sido apresentado.

Nunca escondi aqui que sofro de um gravíssimo caso de síndrome de Peter Pan. Tão pouco o fato de que como a minha imaginação, fértil do jeito que é, me permite criar os cenários e vivenciar os acontecimentos que leio nos livros. Cada uma das batalhas, das sessões de treinamento do Dumbledore´s Army, dos verões na casa do Tio Vernon, aconteceram com tamanho realismo na minha cabeça que não sei nem como explicar.

Hoje, depois de todos esses anos indo e voltando de Hogwarts, meu caminho acabou. Mais uma vez, como quando terminei a série do Guia do Mochileiro das Galáxias, deixei amigos pra trás. Eles ficaram nos lugares, mistérios e aventuras que me divertiram tanto, que me permitiram por tão pouco tempo ser criança novamente. Não vou entrar em detalhes, não vou responder a pergunta que até sexta-feira valia 1.000.000 de libras no banco de apostas de Londres. Recomendo que cada um vá descobrir sozinho.

Enfim, o que realmente importava dizer depois de tudo isso é que, vendável ou não, mania ou não, a série de livros da JK Rowling vai ser passada aos meus filhos da mesma forma que minha mãe me passou Meu Pé de Laranja Lima ou O Menino do Dedo Verde.


Ah sim, quanto ao quinto filme, que também estreou há pouco, apesar de muita gente reclamar que o livro era incrível e mais completo e que faltou essa e aquela situação, achei o melhor de todos até agora. E além disso, tem o Gary Oldman. Ninguém mais conseguiria levar pra tela o Sirius Black da minha cabeça. Também vale a pena ir atrás.

11.7.07

Depois


São 1:43 da manhã de terça pra quarta. Pra variar, dormir é uma tarefa difícil.

Dormir sempre foi assim pra mim. Minha mãe me conta que quando eu era um bebê, meu pai me deitava no seu peito e cantava na tentativa sempre frustrada de me fazer pegar sono. Aliás, uma das minhas primeiras lembranças musicais é meu pai me cantando Ela é minha menina, e eu sou o menino dela. Reza a lenda que minutos depois a Dona Nadja entrava no quarto e lá estava eu, feliz da vida, acordadíssima, enquanto Seu Henrique já babava.

Já tentei diversas táticas. Já li, ouvi música, contei carneiros (de verdade, no canal do gado), tomei chá de camomila, conversei comigo mesma. Nada.

Mas nessas conversas completamente autistas, coisas acontecem. Por exemplo a de hoje, durante a qual descobri que eu tenho extamente 40 dias pra arranjar uma mochila gigante, um bloco de anotações, comprar meias novas e ler os guias que me foram emprestados. Juntar todos os documentos. Fazer lista de encomendas. Encaminhar a carterinha de estudante. Separar as roupas. Confirmar os últimos trajetos. Reservar os últimos pousos. Descobrir aonde foi parar o saco de dormir (pra quê mesmo?). E se os controladores de vôo me permitirem, finalmente atravessar o oceano.

E é assim que eu pego no sono.

6.7.07

Across the Universe


Talvez o título devesse ser Friday I´m in love. Afinal é sexta, e hoje está um daqueles dias curitibanos de céu azul, temperatura amena, lindos de morrer.
Acordei atrasada, tive um sonho nervoso, mal tomei café. Tinha tudo pra ser uma manhã ruim, e consequentemente, um dia horrível.
Vim trabalhar e todas as músicas que tocaram no trajeto tinham ao menos uma frase que me fizesse sentir feliz. Do título, à primeira sentença, sem esquecer do vício do mês (Lily Allen, que por sinal é muito divertida) cantarolando sun is in the sky, oh why, oh why would I wanna be anywhere else? e esquecendo o costumeiro mau humor.

Vai ser um dia bom.
ps. roubei essa foto de um flirck e numa dessas coicidências vi que conhecia o fotógrafo. Então, créditos da foto Mathieu Struck, que eu nem sabia que tinha um olho bom pra fotos.