13.4.07

Violet

When they get what they want they never want it again - curto conto sobre vampiros, lobisomens e outras criaturas que aparecem nas sextas-feiras 13.






Só falta a lua cheia hoje para o dia ser um dos mais sombrios já vistos. E já começam a aparecer os primeiros sinais de um dia amaldiçoado pelo seu número.
And the sky was made of amethyst - And all the stars looked just like little fish - You should learn when to go - You should learn how to say no!
Vampiros são os mais rápidos. E na pós-modernidade, com toda a tecnologia disponível, se disfarçam e enfrentam a luz do dia. Não só isso! Ocupam diversas posições de destaque da sociedade e se sustentam do sangue daqueles que podem menos. Secam-nos até ficarmos quase como cascas vazias, mas deixam um restinho pra que a recuperação acontença rapidamente e eles possam mais uma vez nos sugar. Para o resto da eternidade.

And the sky was all violet - I want it again but violent, more violent - And I'm the one with no soul - One above and one below

Em seguida surgem os Lobisomens. Cheios de força, descarregam o fato de passarem vinte e uma noites esperando sua temporada de caça na primeira presa que der o azar de cruzar caminho com um deles. Surgem em formas femininas também e essas, mais astutas, destroem com mais vontade. E apesar de não ocuparem uma posição tão alta na pirâmide, batem nas mesas, distribuem bofetões e grunhem com todas as forças. Por sorte sua presença cíclica se finda com uma bala de prata, que pode ser produzida com certa facilidade dependendo do grau de empenho da presa/caçador.

And I told you from the start just how it would end - When I get what I want, well, I never want it again

Quando o relógio chega próximo do fim de tal data, pode-se enxergar ao longe a movimentação manca dos zumbis. Não são tão maus assim. Eles gemem, se arrastam e só querem seu cérebro. Ou o que vem de dentro dele. E como morto vivos não são grande coisa na verdade. Não é como se eles tivessem como exercer seus poderes sobre você, e lá no fundo são até mais fracos que a maioria das pessoas. O que estraga a convivência pacífica entre seres humanos e zumbis é a questão toda do cérebro, porque convenhamos, pode ser bem cansativo alguém passar o tempo todo tentando sugar o que há dentro da sua caixola.

It's my line, oh no, you're mine - In my life, you're mine, you're mine - My life, it's sensual, it's habitual, an addiction

Chegamos então à mais vil de todas as criaturas. A bruxa. Ooo sujeitinha desagradável... A bruxa tem um livro de feitiços preparado só pra te incomodar. Se acha esperta por causa disso. Dentro do livro, uma porção de magias para fazer com que homens virem ratos na sua presença. Se acha sensual por causa disso. Suas maldições não têem grandes e duradouros efeitos, mas vão te dar um bocado de dor de cabeça. E a pior parte é que ela, como o vampiro, sobrevive legal em condições normais e datas cotidianas. Provalvemente você não conheça uma, mas várias. E é difícil se livrar dessa desgraça.

Might last a day, yeah - Minus forever

Assim, quando for sair de casa hoje, se cubra de amuletos, cruzes, água benta, tome um banho de sal grosso e boa sorte! E tente perceber como essas criaturas estão soltas por aí, bem mais do que a gente imagina.

12.4.07

Ode aos ratos

Postagem curta porque faz tempo que não escrevo mas o tempo anda curto então é assim mesmo. Nas úlimas três semanas meu trabalho duplicou de volume, apareceram mil projetos e cinco mil livros pra faculdade e pra terminar encontrei com um vírus danado que me desmontou. Tudo isso mais algumas proibições idiotas no trabalho. Devo dizer que tá tenso.
Enfim, coisas boas aconteceram também nesse meio de tempo. Depois de enfrentar essa fila aí de cima finalmente chegou o dia do show do Chico, tão esperado (principalmente pela minha mãe).
Foi incrível. Se tem um compositor que tem noção do que é o Brasil e sabe como transpor perfeitamente pra linguagem musical é ele. O cara é bom. Tão bom que nem sei explicar. Foi lindo, daqueles lindos que dá vontade constante de chorar. E a Dona Nadja, lá do primeiro balcão parecia uma menina de 16 anos vendo os Beatles ao vivo.
Como disse antes postagem curta, diretamente proporcional ao tempo.
ps. 50ª postagem hoje!

21.3.07

Tear you apart


A pior coisa do mundo é descobrir que a dor de outra pessoa faz bem a você.
Me pergunto quando eu vou saber lidar com isso sem me sentir culpada, e me assusto quando percebo que na real, já sei.

28.2.07

Wish you were here


Ando com saudades de coisas que não têm mais volta. Queria a casa da minha avó lá de São Paulo. Ficar no pátio com a mangueira ligada sendo observada pelos gatos que queriam chegar nos potes velhos de margarina cheio de sobras que ela deixava pra eles. Tô sentindo falta daquele barulho de fundo da cidade que parecia ao mesmo tempo tão longe e tão perto. Do friozinho da sombra da árvore de pitanga. Do chão áspero de concreto que ralava meu pé.

Queria as tardes de sábado no salão de festa do meu amigo criando o mais novo curta merecedor de um Oscar. Montando cidades de Lego e vendo elas serem cuidadosamente desmontadas num tombo do mais estabanado. Fazendo videoclipes dublando músicas que jamais tinha ouvido.

Queria as tardes para matar aula do cursinho jogando War. Meus pais viajando e a minha casa virando um albergue. A tentativa frustrada de descobrir o que é Tequila. Os casos secretos dentro do meu grupo de amigos. As cartinhas entre as meninas falando, é claro, sobre os meninos. Faz falta pegar dois ônibus pra ir na casa que tinha piscina e cinema.

Queria o frio na barriga de toda vez que eu encontrava o menino que eu amei. Da surpresa da primeira vez que ele me beijou. Os dias em que eu pensei que ele me amava também. As coisas fofas que ele fazia sem perceber. Sinto falta até das vezes em que ele me partiu o coração.

Queria as festas da faculdade nos lugares onde eu jurava que nunca ia por o pé, mas ia do mesmo jeito. A venda insuportável de ingressos, que acabavam sempre na minha mão. As fofocas na segunda-feira sentada na cantina. Os comentários ácidos que faziam escorrer veneno no canto da minha boca e as risadas que quebravam a maldade.

Queria ser inocente mais uma vez e voltar acreditar que um dia as pessoas seriam iguais e todos teriam direito a tudo o que fosse necessário a uma vida digna. O tempo em que eu acreditava que conseguiria mudar o mundo. Em que estudar Direito era uma questão de honra e Direitos Humanos era o nome da minha matéria preferida.

Como a gente descobre o exato momento em que perdeu a inocência? O dia em que o preto e o branco passaram a ter milhões de tons de cinza entre eles. Me pergunto se é possível voltar a ser daquele jeito e ver o mundo de uma forma intensa, porém leve. Urge deixar de ser chata e começar a ver graça, mistério em tudo ao meu redor de novo.

26.2.07

I'm shipping up to Boston


Uma coisa que eu não faço há algum tempo é falar/escrever sobre cinema. Quando eu era mais nova, vivia de cinema. Acordava, comia, respirava cinema. Mas daí todo mundo cresceu, algumas paredes me foram postas e a minha opinião nunca mais pareceu relevante e eu preferi simplesmente parar de falar e ler sobre o assunto.
Mas hoje eu vou quebrar essa minha regra.
Fiquei tão feliz com o Oscar de ontem. Não como um todo, porque acho que assisti a uns 2 filmes de todos que estavam concorrendo (e a culpa não é minha, mas desses horários rídiculos que são progamadas as sessões em Curitiba, sem contar o fato de filmes ficarem em cartaz por algo em torno de 2 semanas). Mas enfim, fiquei feliz pelo Scorsese e por seu filme como não ficava há tempo.
Não me considero a maior fã dele no mundo. Não sei até hoje se gostei de seus dois últimos filmes. Mas The Departed me fez ter aquela sensação de viagem no filme. Sabe, aquela que a gente tem quando lê um livro legal, ou vê um filme que conecte com seu imaginário de forma que enquanto ele dura, você está vivendo a vida das personagens. Por duas horas as pessoas são suas conhecidas, a cidade é a sua casa e a história faz parte do seu cotidiano. Enfim, lembro de ter saído do cinema pensando "mas eu não queria que o fulano morresse" como se o fulano fosse um cara que eu visse todo dia. Essa sensação. Eis a mágica.
Não sei dizer categoricamente se o filme é bom ou ruim. E na verdade acho um saco esse tipo de discussão hoje em dia. Mas ele funcionou pra mim, e é isso que me importa. Pode ser que não funcione pro meu pai ou prum amigo meu. Não faz diferença, e talvez essa individualidade que eu senti seja importante pra eu gostar ou não de um filme (digo isso no sentido de que acredito que pouco me importa o que o José Wilker, o Papa ou o padeiro da esquina pensem a respeito, a experiência é só minha).
Enfim, assim que sair na locadora, tente assistir. Pode ser que você seja transportado como eu.

21.2.07

Marcha da Quarta Feira de Cinzas


Meio sem o que escrever hoje.
Essa música tá na minha cabeça desde que comçou o carnaval e finalmente ela é pertinente. Quando eu era criança, ela era uma das minhas preferidas, e a letra é fantasticamente (uhu neologismos!!!) perfeita pra aquela sensação de cansaço e saudade que dá no único dia de meio expediente do ano.
Tô bem feliz que o carnaval finalmente passou.

13.2.07

Killing in the Name


Sequência de fotos tiradas da galeria de imagens da folhaonline nos últimos 7 dias.

Indonésia

Brasil

Estados Unidos

Coréia do Sul

Cisjordânia

Iraque


Líbano

Por algum motivo já não tô tão preocupada com o relatório de aquecimento global.

7.2.07

Apples + Oranjes


Meu pai costuma dizer que o "se" é um universo de possibilidades. A minha cabeça anda um universo de "ses".
.
.
.
Smashing mostrando um monte desses condicionais na minha cabeça agora.

24.1.07

Suffragette city

Sexta passada Curitiba viveu um temporal absurdo. Saí da aula a noite com água literalmente pela canela. E no caminho pra casa, vários carros se encontravam parados, quase boiando, com seus pisca-alertas ligados, esperando por ajuda.
No sábado, uma amiga tropessou em um buraco na calçada e machucou o tornozelo.
Ontem, uma outra estorou o pneu do carro em um outro buraco, dessa vez na via mesmo.
Resumindo a ópera, Curitiba está cada dia mais largada. Vamos culpar a mesma administração que há praticamente 20 ANOS é a mesma. Ou talvez devessemos culpar o atual prefeito, por ter o mandato mais desleixado de todo esse período. Culpando quem for, a cidade continua com os defeitos estruturais de um lugar que a tanto tempo não vê ninguém novo no seu comando. Ganhar a eleição em Curitiba é fácil para os decendentes políticos da atual e duradoura gestação, e mais fácil ainda para os filhos daqueles que já foram governantes de alguma forma no estado.
O conservadorismo aqui é vergonhoso, e o apego ao passado mais ainda. Em época de eleição, continua-se usando como argumento o transporte coletivo criado há 15 anos atrás, o título de Capital Ecológica recebido há 13. A administração parou no tempo mesmo, talvez esses argumentos façam sentido então. O fato é que tantos prefeitos depois, o Jardim Botânico (símbolo da Capital Ecológica) encontra-se jogado às traças. O transporte coletivo (de primeiro mundo, como gostam de dizer por aqui) não supre mais a demanda. Se chove a cidade alaga, se não chove a cidade fede. As vias estão sucateadas, o ensino público até a quarta série está esquecido e mal existem creches.
O fato é que eu tenho vergonha, na verdade, dos meus co-habitantes. Dos que votam sem pensar e dos que pensam sem votar. Dos que não reclamam, nem cometam sobre o assunto. E mais do que tudo, dos que não enxergam todos estes problemas.
.
.
.
ps. Antes que me mandem mudar de Curitiba, como acontece toda vez que falo o que penso sobre a situação da cidade, fiquem sabendo que não pretendo ir embora e que tudo o que disse vem diretamente do fato de amar morar aqui e da tristeza que me dá pensar nos problemas de um lugar potencialmente tão bonito.

15.1.07

My hero



Tô morrendo de sono hoje. Fui dormir tarde de verdade, e acordei cedo pra valer. Mas valeu à pena.
Estreou ontem no EUA a 6ª temporada de 24 horas. E foi pra lá de bacana. Graças ao TVU é possível se acompanhar desde já o mundo sendo salvo por Jack Bauer.
Numa temporada já hypada pelo número de nomeações ou Globo de Ouro (com entraga hoje, às nove pela Warner), a Fox gringa aproveitou o embalo e fez um especial de 4 horas, divido em 2 dias, começando mais um longo dia na vida do meu anti-herói preferido. 2 horas ontem, mais 2 horas hj, começando as 2 da manhã. Vou desenvolver sérias olheiras essa semana.
Mas não importa. Jack voltou de um presídio chinês, onde passou 2 anos sem falar com ninguém, desenvolveu uma barba a lá ermitão e virou meio autista, para ser entregue em troca com terroristas que estão procedendo uma série de ataques em solo americano. E o que faz dele um produto tão raro é o fato de ter torturado o irmão do terrorista chefe, anos antes.
E já começou bem. Depois de descobrir que tudo era uma farsa para encobrir os planos reais (como sempre), Kiefer Sutherland usa táticas aprendias no clássico (pelo menos da infância da minha geração)Lost Boys e escapa dos terroristas. Agora o dia vai realmente começar.


Enfim, Bauer é, na minha humilde opinião, uma dos personagens mais bem construídos na televisão americana em muito tempo. Uma alma apaixonada e cruel, que age da forma que entende melhor, sem nenhum remorço dos corpos que ficam pra trás. E o único capaz de salvar o planeta, seja de qual ameaça for,em apenas 24 horas.
Anti-heróis comandam!

4.1.07

Let´s get it on



2006 acabou e eu nem consegui escrever sobre uma porção de coisas que queria ter escrito. Deixa pra lá, outro dia escrevo.
Semana passada minha folga foi-se junto com o ano que terminou. Últimos dias antes de voltar a rachar a cabeça, trabalhar que nem uma condenada e passar calor enquanto praticamente TODOS os meus amigos estão viajando. Acabei de reler Alta Fidelidade nesse meio tempo, e inspirada por este livro, seguem meus top 5 de ano novo:

5 motivos pelos quais ano novo é uma droga:
1º - Inevitavelmente, eu NUNCA posso me livrar de trabalhar na primeira semana.
2º - O que faz com que eu tenha que voltar de qualquer lugar que eu esteja no dia 1º.
3º - O que sempre significa que eu vou pegar um ônibus LOTADO e que o cara do meu lado VAI me chutar e roncar a noite inteira.
4º - E por decorrência, vou passar o dia 02 morrendo de mau-humor.
5º - Enquanto isso, o resto do mundo está na praia, na fazenda, no Rio de Janeiro, etc, o que significa que nem sequer nos meus momentos de folga eu vou ter companhia pra relaxar.

5 resoluções que nunca vão dar certo:
1º - Não, você não vai emagrecer.
2º - Não, nesse ano você não vai conseguir ficar calma quando todo o mundo estiver de férias e você não.
3º - Não existe a menor chance de você conhecer alguém legal de fato, que goste de você bem do jeito que você é.
4º - Tampouco não existe a chance de você não se interessar por alguém que realmente não sabe que você não existe.
5º - E o pior de tudo, no fim desse ano você vai repetir a rotina de viagem rápida, festa de ano novo e ônibus lotado na volta do dia 1º de janeiro do ano que vem, como em todos os reveillons anteriores.

E não me chamem de pessimista! Esse é apenas o relato de 2006, 2005, 2004, 2003, 2002 e 2001. Basicamente de uma década, então acredito serem previsões bastante confiáveis...

16.12.06

Cheated Hearts


Acordei essa manhã me sentindo paradoxal.
Hoje esse blog faz um ano. O que me fez sentir saudosista e reler todas as postagens que por aqui passaram.
Um ano passa rápido, e nada muda. Vendo os meus textos posso afirmar isso. É como toda aquela bobagem de festa de ano novo, todas as expectativas e esperanças criadas, todas as promessas que jamais são cumpridas. Ano novo me deixa de mau humor por causa disso. No fundo no fundo você nunca vai perder o peso, arranjar o emprego novo ou se mudar da cidade como prometeu. Não que você não queira, mas 365 dias é tão pouco tempo e a gente corre tanto durante esse período que só deveríamos fazer promessas de ano novo de 3 em 3 anos. Por que na real a gente não é fisicamente capaz de rever nossas existências tão rapidamente. E acabamos traindo nossas vontades se tentarmos deixar isso de lado.
Na outra ponta, me sinto muito diferente de como me sentia na primeira postagem.

13.12.06

It´s the end of the world as we know it (and I feel fine)


Sabe aquela história do fim dos tempos? Aquela que tá no livro do apocalipse da Biblia? Aquela sobre mares de sangue? E os quatro cavaleiros e todo o resto? A grande batalha entre o bem e o mal e tal.... Eu particularmente nunca tinha lido, até por não ser a criatura mais religiosa do planeta, até ganhar um livro chamado "Belas Maldições - As belas e precisas profecias de Agnes Nutter, bruxa".
Quando abri o pacote, vindo da minha prima que mais conhece meu gosto literário, devo confessar que achei estranho. Depois, vendo um dos autores (Neil Gaiman, de Sandman) e lendo a orelha do livro entendi. E agora que acabei, posso dizer que é provavelmente a forma mais divertida de se esperar pelo fim dos tempos. E começar a procurar por sinais dele. Como por exemplo a lista de noticias mais curiosas do ano de 2006, publicada na folhaonline de hoje:
Baleia no Tâmisa
Em 20 de janeiro, os londrinos perderam sua fleuma tradicional ao descobrir uma baleia nas águas do Tâmisa. O cetáceo, parente de uma espécie de golfinho primitivo, tinha 5,85 metros e estava ferido. Morreu no dia seguinte.
Cordeiro de seis patas
Em 19 de março, na Bélgica, uma ovelha de Limburgo pariu um cordeiro com seis patas. Como o animal era incapaz de se locomover por sua própria conta e se aproximar da mãe, o criador teve de alimentá-lo com mamadeira.
Pavões com gosto eclético
A polícia britânica informou em 17 de junho que Mister P., um pavão apaixonado, passava 17 horas ao dia fazendo a corte a uma bomba de gasolina em Brierly (sudoeste da Inglaterra). Os irmãos de Mister P. também demonstraram o mesmo problema: um está louco por um gato e outro quer conquistar um semáforo.
Ovo divino
Em 13 de julho, uma galinha cazaque deixou perplexos seus donos ao pôr um ovo que na casca trazia inscrita a palavra "Alá" em árabe. Os agricultores da cidade de Stepnoi, nordeste do Cazaquistão, registraram o ovo e sua inscrição na mesquita local.
Rum assassino
Operários descobriram em 3 de maio um tonel de rum jamaicano enquanto restauravam uma casa na Hungria. Eles beberam o conteúdo de 300 litros da bebida antes de descobrirem, horrorizados, que o barril também continha o corpo mumificado de um homem nu. Uma investigação policial apontou que o corpo pertencia a um diplomata húngaro morto há 20 anos na Jamaica.
Pastor morre afogado ao tentar imitar Jesus
Um pastor da Igreja do Despertar (pentecostal) se afogou em 28 de agosto em uma praia da capital do Gabão, Libreville, quando tentava caminhar sobre as águas como fez Jesus Cristo. O religioso, de origem camaronesa, quis cruzar a foz do rio Komo, travessia que dura 20 minutos de barco, mas afundou na presença de um fotógrafo que iria imortalizar a façanha e de vários fiéis que esperavam um milagre.
.
.
.
ps. reeditei e consegui por as imagens...

27.11.06

Respect



Um pouco de Aretha Franklin essa manhã.
A primeira noção que deveria ser ensinada a uma criança é a do respeito. Respeito pela opinião, pelo sentimento e pelo que é dos outros. Respeito pelos limites que cada um tem. Respeito pela inteligência de quem está à sua volta, e dos que não estão também.
Triste é saber que muita gente não tá nem aí pra nenhum desses pontos. E como é difícil respeitar essa posição.

22.11.06

Fairground




Datas são coisas fáceis de lembrar pra mim. Lembro exatamente qual foi a primeira vez que eu ouvi determinada música, o primeiro dia que eu trabalhei no tribunal. O dia do aniversário de quase todo mundo que eu conheço. O dia de um show bacana que eu assisti. O meu grande problema é lembrar das sensações.
Tem uma propaganda de cerveja por aí que fala que é no verão que a gente faz tudo o que a gente vai lembrar quando ficar velho. Essa é a questão. De duas uma, ou eu nunca fiz nada de interessante nos meus verões, ou a minha memória pra diversão é mínima. Não me recordo da sensação de estar à toa na praia, sem fazer nada, bem tranquila ou das colônias de férias no clube. Não me lembro como a gente se sente quando gosta demais de alguém. E o décimo e último período da faculdade, o que mais teve festas, churrascos e viagens, desse nem com muito esforço....
Alguém tem alguma receita pra melhorar a memória?