22.2.06

Video killed the radio star



Então, fui lá. Vi o show. O maior concerto de rock de todos os tempos. Engraçado como não parecia ter tanta gente assim.

Vi o Rio também. Fiquei parada por 2 horas numa noite de domingo do lado da maior favela que eu ou qualquer outro poderia conceber e nada aconteceu.

Nesse tempo todo lá, absolutamente nada aconteceu. Nada daquilo que eu geralmente vejo nos jornais sobre o cotidiano do Rio de Janeiro. Será que a gente se prende demais ao que passa na televisão? Será que o que a gente conhece se limita aos quatros lados da tela?


É um tanto triste imaginar que a única música que muita gente queria ouvir sábado era Satisfaction. É bastante triste perceber que With or Without You e a tal da Katilce foi o momento mais discutido do show, extremamente politizado e forrado de pretensões críticas nem tão subliminares assim, do U2. O ser humano consegue ser completamente fechado em seu mundinho (criado pelo o que é sucesso em sua telinha) quando quer.

Nascemos, vivemos, nos alimentamos de TV. Mas o que me preocupa na realidade é quanto do que é por ela apresentado se torna parte de quem somos. Nos definimos pelo tipo de televisão que assistimos?

E se for verdade, será que isso é tão mal assim?

Não consigo chegar a uma conclusão. Diz aí o que você pensa sobre o assunto. Tô perdendo o paredão do Big Brother.

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Em tempo, hoje foi lançado o Democracy Player, programa parecido com o itunes
, mas que possibilita a quem tiver o interesse de baixá-lo, acesso ao seu próprio canal de televisão.

15.2.06

Time is running out


Como diz o título, meu tempo já era... quinze dias sem atualizações não ocorreram por acaso. E na verdade a correria é tanta que nem dá tempo de pensar no que escrever.
Depois de amanhã vou conhecer um lugar novo pra mim. Vou para o Rio. 25 anos de idade e nunca fui à tal da Cidade Maravilhosa. Vou lá pra ver o show que meu pai passou a juventude inteira e boa parte da vida adulta desejando assistir e não conseguiu.
Sem muito mais o que dizer, fico por aqui. Outro post sabe Deus quando... Enquanto isso, entra aqui (http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u57856.shtml) e dá uma lidinha no dicionário das 100 bandas que já marcaram o século XXI. Algumas você deve conhecer, outras talvez não, e algumas dela com certeza você não precisaria conhecer. Mas sei lá, faz parte da política de expandir horizontes musicais. Entra lá, escolhe uma que ainda não tenha ouvido e baixe o som. Quem sabe você dê sorte.
Em tempo, você já usou o google chat?

30.1.06

Mesmo que mude


A minha família não é daquelas grandes, que almoça junto todo domingo. Meus pais são filhos temporões, e por causa disso meus primos em sua grande maioria tem idade pra serem meus tios. Eu nunca tive muita ligação com eles na minha adolescência, provavelmente por causa dessa diferença de idade, apesar de hoje os dialógos terem se tronado mais interessantes.
Em compensação sempre tive muitos amigos. Eu posso contar todos eles bem mais do que em duas mãos. Crescemos, aprendemos, brigamos e vivemos juntos há mais ou menos 10 anos, o que é bastante em 25. Como uma família, cada um com sua função. A "mãe", o "pai" e seus rebentos. Dentro de uma estrutura familiar incestuosa e confusa.
Hoje é o aniversário de uma dessas pessoas que mudaram a minha idéia de família. O que tem a função de "cola" nesse grupo bizarro. Sem ele a minha vida e de alguns outros seria bem menos divertida. Sua casa já foi clube, ele é dono do war que envolveu noites e mais noites de nenhum sono. Organiza 8 entre 10 dos encontros e consegue lembrar de cada uma das pessoas que entraram e saíram dessa convivência.
Diretamente à ele agora (apesar de que eu ache que ele seja meu único leitor), André você faz os meus dias serem melhores. Parabéns nessa data querida!

24.1.06

The modern age



Você já parou pra pensar que as pinturas rupestres são os blogs dos homens das cavernas?



Lullabies to Paralyze, (nem tão) novo CD do Queens of the Stone Age é muito, mais muito bom.

Essa sexta, 27/01, a HBO Plus apresenta o show do Audioslave em Cuba. Show americano de graça no país de Fidel. As 10 da noite.


Se tiver um tempinho, escute Interpol. Qualquer música, tanto faz de qual album. Se tiver mais tempo, vá ao www.interpolnyc.com e veja os videos, especialmente Evil.


Bom, não tenho muito mais pra dizer. Olhem bem pros dois lados antes de atravessar a rua. E tenham uma boa semana.

12.1.06

Disarm


Discussões em mesa de bar são provavelmente tão contraproducentes quanto a estrada que leva o nada ao coisa alguma. Ninguém chega a conclusão nenhuma, ninguém convence ninguém. E no final da noite você sempre acaba chateado com seu amigo por ele ter sido tão idiota com você.

A última, entretanto, me fez pensar sob um ponto de vista que sem perceber faz parte do que eu penso há algum tempo, mas que precisava que alguém pusesse em palavras para se tornar parte da minha política de vida.

Eu sempre fui muito chata. Bem simples assim. A primeira impressão era a que ficava, e inevitavelmente ela não era a das melhores. Fosse com pessoas, filmes, livros ou principalmente bandas, se eu não conseguisse enxergar todas as qualidades do universo, automaticamente minha mente (pseudointelectual e prepotente) passaria a repudiar a existência de tão insignificante objeto. E sabe o que mais? Quanto mais distante eu me mantia dessas insignificâncias menos eu me divertia, e achava que isso era o que sustentaria a qualidade dos poucos que passassem pelo meu crivo.

Quanta idiotice.

Vejamos um exemplo: se eu tivesse parado aqui

e não tivesse tentado esse aqui

teria perdido este aqui


E tem mais. Teria me divertido bem menos. Teria conhecido bem menos. E essa limitação me deixa preocupada, principalmente quando penso sobre todas as bandas que eu conheci no ano passado, nem todas de uma qualidade técnica suprema, mas pelo menos atingindo o público desejado, e o quanto eu dancei, ri e cantei com essas músicas.

Vejam bem, não estou pregando a total falta de discernimento, mas um tanto de elasticidade na hora de simplesmente criticar. Acho que era isso que faltava em mim, e que espero estar mudando.

Uma das melhores coisas que podem acontecer comigo hoje é ser surpreendida. Por um álbum, uma banda, por uma pessoa. Ainda estou trabalhando na idéia de ser mais aberta quanto aos filmes... Um passo por vez.

9.1.06

Like eating glass


01 de
dezembro de 1991, 5:39 da tarde. Na sala, 35 cabecinhas deitadas sobre mochilas aguardavam ansiosamente os 60 segundos restantes para a libertação. Mãos suadas, corações palpitantes. 45 segundos. Respiração profunda e frio na barriga. 25 segundos. Olhares recorrentes nos relógios. 15 segundos. As mãos agora apertam as alças das mochilas. 5 segundos. 4. 3. 2. 1.
Assim começava o verão, ano após ano. Livre, correndo pelo pátio do colégio pra esperar a carona na Praça da Ucrânia. Os planos para os próximos 90 dias eram tantos e todos extremamente empolgantes. Video game, praia e colônia de férias, triologia clássica, não faltavam nunca.
Como eu queria me sentir assim. Preciso de férias. Agora. Mas fazer o que, não é mesmo? A licença para vadiar foi revogada assim que eu saí da faculdade. Sem desulpa para não ter que trabalhar. Praia só no fim de semana e ainda assim, só de vez em quando. Meu video game não funciona mais. E acho que seria bem díficil conseguir uma vaga na colônia de férias...
Frustrada por não ter uma máquina no tempo, fico por aqui. Afinal, o serviço já está acumulando.
09 de janeiro de 2006, 5:59:59 da tarde. Pluft Plaft Zun, não vai a lugar nenhum.

27.12.05

Lust for life


Precisa dizer mais? Essa frase representa 2005. O ano. Os shows. As músicas. É incrível pensar em 2005, em tudo o que aconteceu, tudo o que foi visto e ouvido.



Sabe quando você pensa que mais nada vai ser igual?


O ano começou legal, uma excursãozinha bacana pra Floripa e o show do Placebo. Hoje não tenho muitos comentários sobre isso, provavelmente porque o que estava por vir apagou qualquer memória de como eu tinha achado aquela banda interessante (melhor seria dizer peculiar) no palco. Depois veio a tristeza de não rolar grana pro Campari Festival, e perder de uma só vez The Kills e MC5...

Mas a parte boa do ano estava por começar. Weezer em Curitiba. Como assim??? Era 1996 de volta, com toda a ansiedade da adolescência junta numa só noite. E valeu cada minuto angustiante, cada banda nova ruim (como sempre) escalada pro CPF.

Pra terminar o ano bem, o Claro que é Rock lavou a alma de todos, que como eu, sofreram a falta de grandes shows (e eu sei que parcialmente a culpa é minha por não ter ido em alguns deles). Sem palavras pra descrever Iggy Pop e Stooges. Iggy é Deus. Ponto. As guitarras barulhentas do Sonic Youth são poesia sem palavas.

E não acabou aí. Numa quarta feira quente e ensolarada, saí do trabalho, fui a Pedreira Paulo Leminski e esbarrei no Mudhoney. E depois no Pearl Jam, vejam só... E depois nos dois ao mesmo tempo, relembrando que todos queriamos continuar ali até a manhã chegar. E o mais estranho é que então eu ouvi Black, fui pra casa em menos de meia hora, tomei banho e dormi. Quão surreal a sua vida pode ser um dia?


O tempo podia parar nesse ano. Mas que venha 2006, com a mesma força. Afinal, agora a Caixa de Pandora foi aberta. Boas bandas, boas músicas, boas festas, boas viagens. E feliz ano novo!

16.12.05

Blitzkrieg Bop

Tempestades em copos d'água fazem com que pequenos erros virem grandes problemas. O ser humano é exagerado mesmo.

Essa semana muitas coisas aconteceram e muita confusão foi criada por causa dessa mania. O que me fez pensar que definitivamente eu preciso dar um jeito na energia negativa ao meu redor.

O engraçado é que a primeira coisa que ocorre são amuletos da sorte pra espantar o olho gordo alheio. E todo mundo conhece um. No meu chaveiro eu tenho um olho grego e uma pimentinha. Minha mãe me deu um pé de arruda. Falou que vai comprar uma pimenteira.

Na porta do meu quarto tem um cristal e uma fitinha do Nosso Senhor do Bonfim (fajuta, porque eu nunca fui pra Bahia). Na minha carteira, uma miniatura de São Judas Tadeu, uma medalhinha de São Bento e um gatinho chinês, todos obtidos como presentes, porque dá mais sorte.

Todos estes patuás têm histórias que justificam o motivo de tanta boa sorte. Mas a que eu achei mais bacana foi meu pai quem contou, sobre Medusa e as figas de coral.


Diz a lenda que Perseu matou a Medusa (criatura de cabelos de serpente que transformava todos que a olhavam em pedra) e seu sangue escorreu pelo oceano, formando os corais. Desses corais são feitas figas, capazes de transformar o mais maudoso dos pensamentos em pedra. Preciso arranjar uma figa dessas.

De qualquer forma, todos conhecem uma forma de se "proteger" contra o mau olhado. Alguma sugestão? Pensem nisso, enquanto eu tomo um banho de sal grosso.