23.10.07

Faraway, so close

Eu sou a mestre do “quase”. “Quase” fui a primeira da sala, “quase” passei em medicina. “Quase” servi pro Direito, “quase“ me tornei a melhor funcionária e fui “quase” chefe. Eu “quase” consigo que o cara que me interessa se interesse por mim. Eu “quase” consigo ter meu espaço e ele ser só meu. E o pior, eu sou "quase" feliz assim.
As coisas que eu quero ficam por aí. Tão perto, mas tão fora do meu alcance. E eu acabo me tornando o ser mais invejoso do mundo. Bad karma.....
Então acabo sentido um universo de emoções negativas direcionadas aos que conseguiram o meu lugar, o meu emprego, o meu cara, o meu espaço. E é péssimo, me sinto corroída, carregada, podre e tendo a nítida sensação de que a minha vez não chega por causa disso. É bem aquela história do Earl, do “fazer o bem pra conseguir que coisas boas aconteçam”. Extremamente piegas, eu sei, mas é o que eu ando sentindo, do fundo do meu coração.
E como atualmente a lista dos quase anda cada dia maior e mais fácil de se tornar realidade, decidi que a inveja já era. De verdade, apaguei tudo o que eu pensava sobre a Georgia Bizarra (aquela que conseguia tudo o que a Georgia Real queria) pra ver se a teoria do Earl é ou não pra valer. Vamos ver no que que dá.

Um comentário:

André disse...

Espero que a G. Bizarrona inclua visitas ao André em seu novo estilo de vida!